Kumamoto – Em abril de 2016, a província de Kumamoto sofreu dois fortes terremotos de intensidade máxima (7) na escala japonesa, que provocaram mortes e destruição na região. Um ano depois, registros mostram que o sul do Japão ainda é alvo de abalos constantes.
De acordo com uma reportagem do jornal Mainichi, nos últimos 12 meses (entre abril de 2016 e março de 2017), Kyushu registrou 130 mil abalos sísmicos. Os tremores foram 22 vezes superiores aos registros do mesmo período de 2015, quando 6 mil terremotos atingiram a região.
Além disso, o registro conseguiu superar ainda todos os tremores registrados no Japão em 2015, ano que terminou com um dado de 120 mil abalos.
Os dados foram coletados e analisados pelo Instituto de Pesquisa Meteorológica em Tsukuba (Ibaraki), que considerou todos os tremores ocorridos, incluindo aqueles que não foram sentidos na superfície da terra.
Em Kyushu, os terremotos constantes foram registrados nas mesmas placas tectônicas que provocaram os tremores de intensidade máxima em Kumamoto, ocorridos entre as falhas geológicas de Futagawa e Hinagu.
Entre o dia 14 de abril de 2016 (data do primeiro forte tremor em Kumamoto) e até o fim do mês de maio do ano passado, houve o registro de 70 mil tremores secundários na região.
Para o professor e pesquisador na área de terremotos Shinji Tooda, da Universidade de Tohoku, a estrutura geológica da região pode ajudar a entender por que há um registro tão elevado de terremotos.
“Além das falhas geológicas já conhecidas em Kyushu, há outras dezenas de pequenas falhas escondidas. Acredito que isto está relacionado à frequência dos tremores”, analisou.
Foto: Reuters
Moradora lamenta destruição causada por terremotos em Kumamoto




