Numata/Shibukawa – Um japonês de 52 anos, dono de um restaurante em Phnom Penh (capital do Camboja), e mais dois cambojanos foram presos no último sábado (4) pela polícia local sob a acusação de venderem mulheres nativas para casas de prostituição do Japão.
O caso está sendo investigado como tráfico de mulheres e escravidão sexual, envolvendo uma organização criminosa formada por japoneses, tailandeses e cambojanos, conforme informaram o jornal Yomiuri e a agência AFPBB News.
Em novembro do ano passado, sete mulheres do Camboja embarcaram rumo ao Japão, após receberem propostas de trabalho mentirosas dos acusados no país do sudeste asiático.
As mulheres, na faixa de 20 anos, acreditaram que poderiam ganhar lucros mensais de até 5 mil dólares para trabalhar em restaurantes no Japão. As mulheres vieram ao arquipélago com despesas de viagem e visto providenciados com a ajuda dos próprios responsáveis pelo tráfico.
Quando chegaram ao arquipélago, as asiáticas foram encaminhadas para casas de prostituição na província de Gunma e forçadas a ter relações sexuais com os clientes, sem receber nenhuma remuneração.
Em meio ao desespero, uma delas enviou uma mensagem pela rede social Facebook para a Embaixada do Camboja no Japão, contando o caso e pedindo socorro aos representantes do país de origem. O pedido de socorro foi confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores do Camboja.
As mulheres foram resgatas na metade de dezembro e uma delas voltou rapidamente para o Camboja por problemas de saúde. As outras seis vítimas estão abrigadas na Embaixada do Camboja e devem regressar ao país de origem no próximo dia 19.
No fim de janeiro, dois homens japoneses e uma mulher tailandesa, que administram casas de prostituição nas cidades de Numata e Shibukawa, em Gunma, foram presos sob a acusação de “comprar” as mulheres no esquema de tráfico sexual, segundo informações do jornal Sankei.
Mais detalhes sobre o caso e outros possíveis envolvidos estão sendo investigados no momento.
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