Tóquio- O governo japonês rebateu o argumento de que a proposta de aumentar o salário dos trabalhadores com contrato de trabalho temporário poderia resultar na diminuição da remuneração dos trabalhadores efetivos.
Em entrevista concedida à agência Reuters, o ministro da Reforma Trabalhista, Katsunobu Kato, disse que as empresas japonesas têm condições de reduzir a diferença salarial entre efetivos e temporários porque contam com lucros e reservas financeiras suficientes para isso.
Segundo Kato, a redução da diferença salarial entre as duas categorias de trabalhadores é uma alta prioridade para governo porque irá incentivar o aumento da produtividade das empresas e do consumo.
“O salário é um grande fator motivador. As pessoas querem sentir que estão sendo avaliadas e recompensadas por seu trabalho”, disse Kato à Reuters. “No nível macroeconômico, melhorar a remuneração também resulta no aumento do consumo”, completou.
Pressionado por grandes empresas, o governo japonês passou a incentivar os contratos de trabalho temporário no início da década de 2000 como forma de reduzir custos trabalhistas e preservar empregos durante uma recessão econômica prolongada.
Representando cerca de 40% da força de trabalho, os trabalhadores não efetivos recebem, em média, apenas 60% do salário dos trabalhadores efetivos que exercem a mesma função, de acordo com o governo.
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