Tóquio - Já se passaram duas semanas desde que um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a costa de Fukushima. O tremor que alcançou até nível 5- (5 fraco) na escala japonesa provocou um tsunami de 1,4 metro no Porto de Sendai, em Miyagi, além de ondas menores na costa de Tohoku.
Desde então, pesquisadores em Tohoku vêm analisando as condições da falha geológica que provocou o terremoto.
A falha tem uma extensão de 50 quilômetros no fundo do mar e, desta vez, o tremor teria sido causado por uma movimentação de apenas uma parcela da estrutura, de acordo com as informações veiculadas pela emissora NHK.
De acordo com o professor da Universidade de Tohoku, Shinji Toda, especialista no mecanismo das falhas geológicas, o risco de um novo tremor de mesma intensidade continua alto na região.
“Nossas análises mostraram que o terremoto mais recente foi provocado por uma movimentação de 30 quilômetros da falha ativa. Se a parte que restou da estrutura se movimentar, poderemos ter um novo tremor de mesma intensidade”, explicou à emissora.
Neste mesmo território, a Tepco (Tokyo Electric Power) havia feito uma avaliação antes e depois do grande terremoto de 2011. Há dois anos, a companhia elétrica constatou que, na região do epicentro do tremor do mês passado, há duas falhas com extensão média de 20 quilômetros.
A empresa havia estimado que estas falhas ativas poderiam provocar um terremoto de até 7,1 de magnitude, o que é inferior ao tremor registrado no dia 22 de novembro.
“O terremoto atual superou a estimativa da Tepco. Precisamos aproveitar a oportunidade para melhorar a coleta de dados, a análise e as avaliações. É possível que surjam outras perspectivas para análise”, disse Toda.
Foto: Reuters
Representante da Agência Meteorológica do Japão faz explicação sobre terremoto de magnitude 7,4 ocorrido em 22 de novembro




