Tóquio – A confirmação de um caso de vírus Zika no Japão, na quinta-feira, preocupou a população e principalmente os órgãos de saúde pública.
O Ministério da Saúde decidiu revisar os métodos de prevenção à doença e incluir na lista de ações a exterminação do mosquito e uma postura referente ao tratamento, informou a emissora NHK nesta sexta-feira.
Neste mês, o vírus Zika entrou para a quarta categoria de doenças infecciosas que possuem o controle obrigatório regido pela legislação japonesa. Em casos confirmados ou suspeitos, os centros de saúde do país devem ser imediatamente notificados.
Os casos suspeitos serão investigados com rigorosidade e os órgãos de saúde do Japão irão buscar e exterminar os focos do mosquito. O Ministério pretende ainda promover reuniões com especialistas e profissionais de saúde para fortalecer as ações preventivas no país.
“Queremos prevenir ao máximo agora, enquanto ainda não começa a temporada de proliferação do mosquito”, disse um representante do Ministério.
Primeiro caso em três anos
Na quinta-feira (25), um jovem com idade entre 15 e 17 anos, morador de Kawasaki (Kanagawa), procurou um hospital após apresentar sintomas como febre e manchas na pele. O adolescente havia estado no Brasil até o último sábado e foi diagnosticado com o vírus Zika.
É o primeiro caso de vírus Zika no Japão desde o surto no Brasil e em outros países da América do Sul que começou no ano passado. O estado de saúde do jovem contaminado é estável e ele está sendo tratado em casa.
O Japão registrou três casos em 2003 envolvendo turistas que se infectaram em viagens ao exterior.
Baixo risco
Embora o primeiro caso da doença tenha provocado um alerta, o Ministério da Saúde anunciou, em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, que há baixo risco de surto da doença no arquipélago.
“Não estamos na época de proliferação do mosquito e, por isto, o risco de uma contaminação maior entre a população é muito baixo”, disse um representante.
Porém, além de fortalecer a prevenção, o Ministério também alertou a população para que gestantes evitem viagens à América Latina, uma vez que o o vírus pode estar relacionado a casos de microcefalia (deficiência em fetos que nascem com cérebro menor que o normal).
Devido ao risco de contaminação por relações sexuais, o órgão pediu para que os homens que voltarem do Brasil e de outros países afetados usem camisinha se a parceira estiver grávida.
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