Tóquio – Uma em cada dez mulheres no Japão sofre com a depressão pós-parto e autoridades de saúde acreditam que o abalo psicológico está relacionado ao abandono e violência infantil, além dos casos de suicídio meses após o nascimento do bebê.
A Sociedade Japonesa de Obstetrícia e Ginecologia e a Associação Japonesa de Obstetrícia e Ginecologia estão trabalhando, pela primeira vez, em planos preventivos à depressão pós-parto para incluir nessas diretrizes em 2017, informou o jornal Mainichi nesta segunda-feira (22).
Atualmente, a depressão é tratada apenas por um folheto de aviso que é entregue às gestantes, explicando que o problema pode causar danos psicológicos com facilidade. Desde abril do ano passado, a Sociedade de Ginecologia, a Associação e a Sociedade Japonesa de Saúde Mental Perinatal estão estudando medidas adotadas no Reino Unido.
As estatísticas da depressão pós-parto dentro e fora do país europeu e os cuidados necessários com a saúde mental das gestantes foram analisados e descritos em um relatório elaborado pelos órgãos envolvidos.
No relatório, consta que o primeiro exame médico da gestante e as condições da mulher logo após o parto deve ser acompanhada pelo ginecologista responsável. Na primeira consulta, o médico deverá verificar se a paciente possui algum histórico de depressão ou transtornos psíquicos e se sofre algum tipo de violência do parceiro.
O resultado deste levantamento seria suficiente para identificar se a gestante possui alto risco de desenvolver a depressão após o nascimento do bebê ou não. Além disso, acompanhamento psicológico nas primeiras semanas e meses após o parto também foi considerado importante como prevenção.
Parte da reforma das diretrizes para o próximo ano será baseada nos dados emitidos no documento.
“Ao descobrir a depressão pós-parto de forma precoce, poderemos tratar a paciente com um especialista e assim reduzir os índices de violência e abandono infantil, além de outras tragédias causadas pela doença”, explicou o médico ginecologista Satoru Takeda, responsável pelo relatório.
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