Tóquio – A falta de cuidado com cigarros é ainda uma das principais causas de incêndios em prédios do Japão. De 2005 até 2014, o número de incêndios originados por cigarros em varandas aumentou de 162 para 273 e passou a preocupar ainda mais as autoridades do país.
A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres informou que os casos de incêndios por cigarro têm diminuído. No entanto, as ocorrências em que o fogo inicia pela varanda continuam aumentando ano a ano, informou o jornal Mainichi nesta terça-feira.
Uma das causas seria o aumento no número de domicílios com pessoas que preferem usar a varanda para evitar o fumo passivo e o cheiro de cigarro dentro de casa. Para prevenir incêndios, a Agência alertou para os riscos da prática e a necessidade de atenção na hora de manusear e apagar o cigarro.
De acordo com a Agência, em 2005, foram registrados 3.495 casos de incêndios ocorridos por cigarros. Em 2014, os casos reduziram para 2.368 e apenas as ocorrências em varandas aumentaram. Em 2005, a ocorrência de fogo em varandas representava 4,6% do total, agora, são 11,5% dos casos.
Em Tóquio, na última quarta-feira (23), um prédio de 11 andares no distrito Kita da capital sofreu um incêndio após a queda de um cigarro do cinzeiro de um fumante no terceiro andar.
Em Yokohama, os incêndios nas varandas estavam em cinco casos ao ano até 2009. No entanto, desde o ano passado, o número de ocorrências subiu para 11. Neste ano, foram oito casos registrados apenas no primeiro semestre.
Em Tóquio, a Agência verificou que 80% dos casos de incêndio em varandas ocorrem devido à falta de cuidado na hora de largar os tocos de cigarro em cinzeiros e outros compartimentos.
Em Fukuoka, o corpo de bombeiros da cidade constatou que a principal ocorrência seria de pessoas que jogam cigarros ainda acesos em sacolas de lixo ou copos de papel, que queimam facilmente.
Em segundo lugar estariam os casos de pessoas que apagam o cigarro dentro do próprio cinzeiro e, momentos após, o fogo inicia e o vento faz com se alastre para os objetos mais próximos.
Em terceiro lugar, a principal ocorrência seria de brasas que foram lançadas para objetos próximos ao fumante pela ação do vento, iniciando incêndios.
Em todos os casos, a atenção do fumante para se certificar de que o cigarro realmente apagou antes de colocar fora é fundamental para evitar possíveis tragédias.
Foto: Banco de imagens




