Toyota- Uma tragédia que aconteceu na cidade de Toyota (Aichi) está sendo a motivação para uma briga na justiça que iniciou na sexta-feira (10). A esposa de um ex-funcionário da empresa Toyota, que cometeu suicídio em 2010, entrou com processo na justiça contra o Escritório de Trabalho de Aichi.
Conforme foi divulgado no jornal Yomiuri neste sábado, o homem era responsável pelo serviço de remodelagem e suporte técnico de uma fábrica de produção de peças para o exterior.
De acordo com o processo, a vítima começou a desenvolver depressão em outubro de 2009, quando começou a dizer para a mulher que não conseguia dormir devido aos problemas de trabalho. No documento consta informações como perda de apetite e desânimo.
Em dezembro do mesmo ano, o homem foi diagnosticado com depressão. Em janeiro de 2010, a vítima teria dito a esposa que iria trabalhar e desaparecido por dois dias, quando o corpo foi encontrado junto com uma carta de despedida. O homem teria se enforcado em uma zona ecológica da cidade.
Além de denunciar os problemas de trabalho, a esposa alegou também que o marido reclamava de abuso de poder por parte do chefe e de receber forte pressão. Após a tragédia, a esposa procurou a Diretoria de Critérios Básicos de Trabalho do município de Toyota para solicitar os reparos por danos psicológicos sofridos no trabalho.
O órgão, que é administrado pelo Escritório de Trabalho de Aichi, negou o recurso alegando que não era possível afirmar que os problemas psicológicos da vítima foram desenvolvidos devido à problemas de trabalho.
Insatisfeita com a decisão, a mulher resolveu entrar em um processo legal na justiça contra o órgão público para exigir os direitos de indenização e o reconhecimento de que o suicídio do marido foi provocado por abusos no trabalho.
Em uma coletiva de imprensa que ocorreu após a entrada do processo, a mulher se mostrou inconformada e disse que quer saber a verdade. “Vou brigar na justiça para descobrir por que o meu marido foi submetido a um suicídio e o que realmente aconteceu na empresa naquela época”, contou.
De acordo com a publicação do jornal Yomiuri, o órgão foi procurado para falar sobre o caso, mas um representante disse que não tem nada a declarar pois ainda não recebeu um comunicado oficial sobre o processo.
Foto: Banco de imagens




