Tóquio – Hackers furtaram ao menos 200 milhões de ienes de contas bancárias de empresas japonesas em abril, o que tem feito com que os bancos reduzam os serviços online e repensem a política de compensação, segundo executivos ligados ao setor.
Em abril foram registrados 50 casos de furto de contas online. O valor foi maior do que o registrado em 2013.
As empresas japonesas reportaram 34 casos de furto bancário online num total de 182 milhões de ienes (1,8 milhão de dólares), até o final do ano fiscal, em março, de acordo com a Associação dos Banqueiros do Japão.
No início deste mês, um alto funcionário da Agência de Serviços Financeiros do Japão disse a banqueiros que os reguladores do setor estavam preocupados com a possibilidade de os furtos online poderem levar a uma sequência de falências de pequenas empresas, segundo os participantes que participaram da reunião a portas fechadas.
Os grupos Mitsubishi UFJ, Mizuho, Fukuoka e Banco de Yokohama informaram que seus clientes corporativos já foram vítimas dos hackers.
Usuários corporativos de banco online no Japão tendem a ser pequenas empresas e empresas familiares. Em um típico roubo, os hackers enganam as pessoas, fazendo com que entreguem senhas ou ganhem o controle de sistemas de computadores mal protegidos para fazer transferências de suas contas, disseram funcionários do setor e especialistas em segurança.
“Isso se tornou um problema sério”, disse no início deste mês Masaaki Tani, presidente da Fukuoka Financial Group, o maior banco regional.
Não ficou claro por que têm aumentado tão rapidamente tais casos de furto, embora os banqueiros de outros países venham alertando para uma ameaça crescente de hackers. “Os ataques estão se tornando cada vez mais complexos e perigosos”, disse o diretor do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, em uma carta aos acionistas em abril.
Os bancos japoneses estão divididos sobre como responder a este problema. Prometer uma compensação pode remover a busca por uma segurança maior, dizem alguns executivos. Ao mesmo tempo, reforçar a segurança demais pode matar a conveniência dos bancos online.
Até agora a decisão de compensar as empresas tem sido deixada para cada banco. A maioria oferece menos proteção do que as que são dadas a clientes individuais.
O Banco Resona informou que vai compensar os clientes empresariais para perdas de até 50 milhões de iene quando estes clientes tomarem medidas de segurança apropriadas.
Foto: ilustrativa (Banco de Imagens)




