Shizuoka, Japão – A Polícia de Shizuoka divulgou, durante entrevista coletiva realizada na sexta-feira (22), que atualmente existem 14 crimes ainda sem solução na província.
Entre os casos não solucionados, 11 são homicídios, dois são casos de latrocínio e um envolve assassinato seguido de incêndio criminoso.
O caso mais antigo da lista ocorreu em fevereiro de 1999, em Obuchi, na cidade de Fuji. Na ocasião, o taxista Tadao Tagiri, de 66 anos na época, morreu após receber golpes de faca no pescoço e nos braços. O criminoso roubou o dinheiro das corridas.
Polícia continua investigações com equipe especializada
A polícia criou, em abril de 2011, uma divisão especializada em casos importantes sem solução dentro da Primeira Divisão de Investigação Criminal.
A equipe trabalha em conjunto com as delegacias responsáveis pelos casos e continua realizando diligências, incluindo entrevistas com moradores da região e exames de DNA.
As autoridades reforçaram o pedido de colaboração da população e afirmaram que qualquer informação, por menor que seja, pode ajudar na resolução dos crimes.
Brasileiro assassinado em Kosai continua sem solução
Entre os casos ainda sem desfecho está o assassinato do brasileiro Rodolfo Lopes Chaves, ocorrido em 14 de junho de 2008, na cidade de Kosai, em Shizuoka.
Os acusados abandonaram o corpo da vítima, de 35 anos, em uma área de mata na região de Ochiba. Segundo a investigação, a vítima morreu após golpe de faca no peito.
A polícia emitiu mandados de prisão por homicídio contra dois brasileiros suspeitos de participação no crime: Fredeigrânia Lopes Chaves, esposa da vítima, e Mauro Tadao Yamashita, o então companheiro dela.
De acordo com a investigação, os dois deixaram o Japão após o crime. Para a polícia japonesa, os dois são considerados foragidos e continuam na lista de procurados, apesar de Fredeigrânia ter se entregado à polícia de Mato Grosso alegando que matou o marido em legítima defesa.




