Tsu, Japão – O governo de Mie continuará permitindo a contratação de estrangeiros para cargos públicos da província em 2026. A decisão adia a retomada da exigência de nacionalidade japonesa, defendida pelo governador Katsuyuki Ichimi, informou o jornal Mainichi.
A província divulgou o guia oficial do exame para candidatos na sexta-feira (8) com informações sobre número de vagas, cronograma das provas e critérios de pontuação em áreas como administração pública, assistência social e engenharia.
No item referente aos requisitos para participação, o governo manteve a mesma descrição utilizada até agora: “Pessoas sem nacionalidade japonesa também podem prestar o exame”.
A província havia abolido a exigência de nacionalidade em 1999 para a maior parte dos cargos públicos. Atualmente, estrangeiros podem concorrer em 44 das 49 categorias de emprego disponíveis.
Mesmo assim, o governador Ichimi havia declarado em entrevista coletiva, em dezembro do ano passado, que pretendia proibir estrangeiros. Segundo ele, a medida seria motivada por preocupações relacionadas ao vazamento de informações.
“Puro preconceito e discriminação”
Posteriormente, sete organizações de direitos humanos realizarem uma coletiva de imprensa no Parlamento, exigindo que Ichimi retirasse sua proposta.
Segundo o advogado Yin Yong-gi, suspeitar de vazamento de informações apenas com base na nacionalidade é “puro preconceito e discriminação”.
De acordo com a Divisão de Recursos Humanos da província, o conteúdo do guia do exame foi definido em reunião realizada em 29 de abril.
As autoridades concluíram que seria difícil alterar os requisitos de participação enquanto a discussão sobre a retomada da exigência de nacionalidade japonesa ainda permanece em fase de análise.
Um funcionário ligado ao governo da província afirmou ao Mainichi, sob condição de anonimato, que o governador desejava restabelecer a regra já neste ano fiscal e que havia um impasse com a Comissão de Recursos Humanos sobre o tema.




