Tóquio, Japão – O governo japonês avalia ampliar a importação de petróleo dos Estados Unidos em meio à crise no Oriente Médio, informaram o jornal Sankei e a emissora NHK nesta terça-feira (17).
A medida surge após o aumento das tensões envolvendo o Irã, que resultaram no bloqueio de fato do Estreito de Ormuz, rota por onde passa a maior parte do petróleo consumido pelo Japão.
Assim, garantir fontes alternativas se tornou uma prioridade urgente para o país.
Encontro entre Takaichi e Trump
De acordo com o jornal Sankei, Japão e Estados Unidos avançam para firmar um acordo de cooperação energética.
Segundo fontes diplomáticas ouvidas pelo veículo, o tema deve ser discutido na reunião entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o presidente Donald Trump, marcada para quinta-feira (19).
Além disso, o Sankei destaca que o objetivo é aumentar a produção de petróleo no Alasca como parte da estratégia de segurança energética.
Nesse sentido, o plano também pode integrar o pacote de investimentos de 550 bilhões de dólares (cerca de 87 trilhões de ienes) acordado entre os dois países.
Fase inicial das negociações
Por outro lado, a emissora NHK apresenta a iniciativa como um pedido ainda em fase de ajuste.
Segundo a reportagem, o governo japonês pretende solicitar aos Estados Unidos o fornecimento de petróleo do Alasca durante o encontro bilateral.
Assim, a proposta ainda não representa um acordo fechado, mas sim uma tentativa de garantir novas fontes de abastecimento.
Além disso, a NHK ressalta que a estratégia busca diversificar as importações e reduzir a dependência do Oriente Médio.
Alasca surge como alternativa estratégica
Ambos os veículos destacam o potencial do Alasca como fornecedor de energia. A produção na região ultrapassa 400 mil barris por dia, embora a maior parte ainda seja consumida dentro dos Estados Unidos.
No entanto, há margem para aumento da produção, o que pode beneficiar o Japão. Menos de 4% do petróleo consumido no país tem origem americana.
Rota mais segura e rápida favorece escolha
Outro ponto é a vantagem logística. O transporte de petróleo do Alasca até o Japão leva cerca de 12 dias, enquanto o trajeto a partir do Oriente Médio pode ultrapassar 20 dias.
Além disso, a rota não passa por pontos críticos como o Estreito de Ormuz ou o Estreito de Malaca.
Apesar das vantagens, a NHK destaca desafios importantes para a viabilização do plano.
Entre eles estão a necessidade de investimentos em infraestrutura, como instalações de exportação, além de questões relacionadas ao custo de produção.
Da mesma forma, ainda não há definição sobre quando a produção pode aumentar nem sobre o volume disponível.
Assim, mesmo que os Estados Unidos aceitem o pedido japonês, o sucesso da iniciativa dependerá da superação desses obstáculos.
Estratégia visa segurança energética e diversificação
Isso reforça a preocupação do Japão com a segurança energética. Atualmente, mais de 90% do petróleo importado pelo país passa pelo Estreito de Ormuz.
Por isso, o governo busca reduzir essa dependência e diversificar fornecedores. Ao mesmo tempo, a cooperação com os Estados Unidos pode fortalecer a relação bilateral e avançar acordos econômicos já existentes.
Pontos principais dessa notícia
- O Japão já fechou acordo com os EUA?
Não. Segundo a NHK, o governo ainda pretende fazer um pedido formal durante a reunião.
- O que o jornal Sankei destacou?
O Sankei informou que há negociações para cooperação visando aumentar a produção de petróleo no Alasca.
- Quais são os principais desafios do plano?
Infraestrutura, custos de produção e definição do volume e prazo para aumento da produção.




