Toshimitsu Motegi, ex-secretário-geral do PLD, anunciou na manhã de segunda-feira (8) sua intenção de concorrer à eleição para a liderança do partido, aberta após a renúncia do primeiro-ministro Shigeru Ishiba, que também é presidente do PLD. Motegi é o primeiro a declarar oficialmente sua candidatura.
“Decidi concorrer à liderança. Desejo dedicar toda a experiência que adquiri no partido e no governo à nação”, disse Motegi a repórteres no Prédio da Dieta Nacional Kokkai. Ele já garantiu o apoio de 20 legisladores do partido, número necessário para formalizar a candidatura.
De acordo com o Japan Today, a escolha do próximo líder do Japão está mais complexa do que no passado, já que o Partido Liberal Democrático (PLD), que governou o país durante grande parte do período pós-guerra, e seu parceiro de coalizão perderam suas maiorias em ambas as casas do parlamento.
Primeiro, o PLD precisa eleger um novo presidente. Na última disputa pela liderança, em setembro de 2024, os candidatos também precisaram obter 20 indicações de legisladores para se tornarem elegíveis. Após a indicação, os candidatos participam de debates e campanhas por todo o Japão, culminando na votação de legisladores e membros da base do partido.
Na disputa anterior, havia nove candidatos, e Ishiba venceu no segundo turno. Cada legislador tem direito a um voto, e a base do partido distribui votos igualmente no primeiro turno. O candidato que obtiver maioria simples torna-se líder. Caso ninguém alcance a maioria, ocorre um segundo turno entre os dois mais votados. Neste momento, cada legislador novamente tem um voto, enquanto a parcela da base do partido é reduzida a 47 votos, um por cada prefeitura do Japão. Em caso de empate, o vencedor seria definido por sorteio, recurso nunca utilizado em disputas de liderança, mas empregado em 2010 para decidir o presidente da bancada da câmara alta do PLD.
Como o PLD não detém a maioria em nenhuma das casas, não há garantia de que o presidente eleito se tornará primeiro-ministro. Historicamente, a Câmara dos Deputados, mais poderosa, vota primeiro para escolher o chefe de governo. Qualquer legislador da Câmara pode ser indicado, e líderes de partidos de oposição já foram indicados em ocasiões passadas. Se ninguém obtiver maioria simples no primeiro turno, realiza-se um segundo turno entre os dois mais votados.
A votação passa, então, para a Câmara Alta, seguindo processo similar, embora apenas membros da Câmara Baixa sejam elegíveis para se tornar primeiro-ministro. Em caso de desacordo entre as casas, prevalece a escolha da Câmara Baixa, como ocorreu em 2008, quando a Câmara Baixa aprovou o candidato do PLD e a Câmara Alta votou em outro candidato da oposição.
O novo primeiro-ministro também pode convocar eleições gerais antecipadas para buscar um mandato nacional.




