Masato Saito, professor preso por filmar crianças com celular escondido. Foto: Reprodução/FNN
Tokorozawa, Japão – Um professor de 48 anos foi preso nesta quarta-feira (2) na cidade de Tokorozawa (Saitama), após a descoberta de um smartphone escondido dentro de um estojo, supostamente utilizado para filmar alunas trocando de roupa em uma classe do ensino primário.
De acordo com a polícia, por volta das 16h de terça-feira (1), um estojo foi encontrado colocado de forma incomum próximo à janela de uma sala de aula. Dentro dele havia um smartphone, no qual foram localizados vídeos que indicam possível filmagem de alunas.
O aparelho pertencia a Masato Saito, professor da própria escola onde o caso ocorreu. Ele foi preso sob suspeita de ter invadido a sala com a intenção de realizar a filmagem, segundo o jornal Asahi.
“Apenas esqueci o celular na sala”, alegou o professor.
No entanto, a polícia acredita que o aparelho foi deliberadamente deixado no local em um momento em que a professora titular não estava presente e que, em seguida, a sala foi utilizada por alunas que estavam se trocando para a aula de natação.
O estojo estava modificado com um pequeno buraco, o que permitia à lente do celular captar imagens de maneira disfarçada — algo que reforça a suspeita de premeditação.
Segundo o Conselho de Educação da cidade de Tokorozawa, o professor trabalhava na escola há quatro anos e não havia registros anteriores de conduta inadequada.
“Este é um caso grave que abala a confiança da sociedade na educação. Estamos levando a situação com a máxima seriedade. Prestaremos apoio psicológico às crianças e adotaremos medidas rigorosas para evitar a reincidência”, disse o conselho em uma nota.
A polícia continua analisando o conteúdo dos vídeos e investigando se há outras possíveis vítimas ou registros semelhantes.
Vários casos de professores que filmaram crianças foram registrados recentemente no Japão. Ao menos três educadores foram presos em Aichi e Kanagawa por compartilhar vídeos e imagens com outros 10 professores em um grupo fechado nas redes sociais.



