Tóquio, Japão – O número de casos de sarampo está aumentando no Japão, totalizando 78 em apenas quatro meses, superando os registrados no ano passado.
A preocupação das autoridades é que com a aproximação da Golden Week, muitas pessoas viajarão para o exterior, o que pode aumentar o risco de novas infecções, segundo a NHK.
O sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus. É altamente contagiosa e se espalha não apenas por meio de gotículas e contato, mas também pelo ar.
O Instituto Nacional de Saúde e Gestão de Crises informou que o total de 78 pessoas infectadas foi registrado até 13 de abril. Em todo o ano de 2024 foram relatados 33 casos.
Embora haja casos em que a via de infecção é desconhecida, as autoridades de saúde acreditam que metade dos pacientes, 39, se infectaram no exterior, isso com base no histórico de viagens recentes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há uma epidemia de sarampo no Sudeste Asiático, como na Tailândia, Indonésia e Vietnã, além do Iêmen (Oriente Médio), Romênia (Europa), além de países da África, como é o caso da Etiópia.
Especialistas consideram que a epidemia surge em razão de as vacinações contra o sarampo terem sido adiadas devido ao foco nas medidas de contenção da Covid-19.
Além disso, mais pessoas se tornaram avessas às vacinas, o que pode ter levado ao aumento de casos.
Uma pessoa com sarampo pode transmitir o vírus quando tosse ou espirra, com as gotículas contendo o vírus e sendo inaladas por outras pessoas.
Caso nenhuma pessoa ao redor esteja imune, um único paciente com sarampo pode infectar de 12 a 18 pessoas, o que faz a doença ser mais contagiosa do que a gripe comum, que não passa de 2 a 3 pessoas.
Os principais sintomas são febre, tosse, erupção cutânea e olhos vermelhos.
De acordo com o Instituto, a febre diminuirá e depois aumentará novamente, e a febre alta de quase 40 graus continuará por cerca de três a quatro dias. A erupção cutânea aparece alguns dias após o início da febre.
Podem surgir complicações como pneumonia e encefalite. A encefalite, em particular, ocorre em 1 em cada 1.000 pessoas e pode ser fatal em alguns casos.
Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) mostram que 1 a 3 crianças em cada 1.000 infectadas com sarampo morrerão de complicações respiratórias ou neurológicas.
Outra preocupação é que anos após a recuperação do sarampo, aproximadamente 1 em 100.000 pessoas pode desenvolver uma doença chamada pan-encefalite esclerosante subaguda (PEES).
Segundo o Instituto, a maioria das crianças é infectada antes dos dois anos de idade e, após um período de incubação de quatro a oito anos, os sintomas geralmente aparecem entre seis e dez anos, embora também haja casos da doença aparecendo em adultos.
Viagem ao exterior
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar está pedindo para as pessoas que forem viajar ao exterior durante a Golden Week que tenham cautela, pois houve um aumento nos casos daquelas que contraíram sarampo em países onde a doença é prevalente e espalharam a infecção após retornarem ao Japão.
No caso, antes de partir, os viajantes são solicitados a verificar a situação epidêmica no país de destino nos sites do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar e da OMS, bem como a confirmar o histórico de vacinação e o histórico de infecção por sarampo usando seu manual de saúde materno-infantil.
Quando voltar para o Japão, as pessoas são incentivadas a prestar muita atenção à sua saúde por cerca de duas semanas e a visitar uma instituição médica se apresentarem sintomas como febre, tosse, coriza, olhos vermelhos ou erupção cutânea por todo o corpo.
Por ser uma doença altamente contagiosa, o Ministério pede às pessoas que evitem usar transporte público sempre que possível ao irem a instalações médicas.




