Tóquio, Japão – A morte de Hachiko, o famoso cão da raça Akita que se tornou símbolo de lealdade no Japão e no mundo, completou 90 anos neste sábado (8). Sua história atravessou décadas e continua emocionando as novas gerações, inspirando livros, filmes e uma das mais famosas estátuas do país.
Hachiko nasceu em 1923, na província de Akita, e foi adotado pelo professor Hidesaburo Ueno, que lecionava na Universidade de Tóquio. O vínculo entre eles era tão forte que o cão passou a acompanhar seu dono até a estação de trem de Shibuya todas as manhãs e a esperá-lo retornar do trabalho no fim do dia.
No entanto, em maio de 1925, Ueno faleceu repentinamente na universidade. Sem compreender a perda de seu dono, Hachiko continuou indo diariamente à estação de Shibuya, à espera do retorno do professor. Essa rotina durou cerca de nove anos, até sua morte, em 8 de março de 1935, aos 11 anos.

A história de Hachiko comoveu os passageiros da estação e os habitantes de Shibuya, que passaram a alimentá-lo e cuidar dele. Seu gesto de fidelidade tornou-se um exemplo de amor e dedicação, e sua história foi amplamente divulgada no Japão, consolidando-o como um símbolo nacional.
Estátua de Hachiko em Shibuya
Em reconhecimento à sua lealdade, uma estátua de bronze de Hachiko foi erguida em 1934 em frente à estação de Shibuya, com a presença do próprio cão na cerimônia de inauguração. Hoje, o monumento é um dos pontos turísticos mais famosos de Tóquio e serve como local de encontro para milhares de pessoas diariamente.

Após sua morte, Hachiko foi taxidermizado e preservado no Museu Nacional da Natureza e Ciência, em Ueno, Tóquio, onde permanece em exibição.
Hachiko no cinema
A emocionante história de Hachiko foi adaptada para o cinema várias vezes. Em 1987, o filme japonês Hachiko Monogatari foi lançado, trazendo sua história para um público ainda maior.
Mais tarde, em 2009, Hollywood também contou sua história no filme Sempre ao Seu Lado (Hachi: A Dog’s Tale), estrelado por Richard Gere. A versão ocidental transportou a trama para os Estados Unidos, mas manteve a essência da lealdade do cão ao seu dono.
Foto: Universidade de Tóquio
Estátua na Universidade de Tóquio somboliza o reencontro entre Hachiko e seu dono, o que realmente nunca aconteceu




