Tóquio, Japão – Após um grupo de ladrões tailandeses ter sido preso sob a acusação de furto de cabos de cobre de uma instalação de energia solar, a polícia de Tóquio realizou buscas em quatro empresas nas províncias de Tochigi e Ibaraki, pela suspeita de que tenham comprado produto de furto.
As buscas foram feitas nesta segunda-feira (18) por volta das 10h30, envolvendo empresas de reciclagem em Oyama (Tochigi) e Koga (Ibaraki).
O comércio de cobre está intenso, devido à alta nos preços dos metais. Em maio passado cerca de 840 metros de cobre estavam avaliados em 1,93 milhão de ienes. O material foi furtado de uma usina solar em Hinode (Tóquio), por sete tailandeses, que foram presos e indiciados.
A polícia investiga que o grupo vendeu o cobre para uma empresa de Oyama, que é gerenciada por um chinês. As investigações apontam que essa e outras três empresas compraram os cabos sabendo que eram produto de furto.
A Lei de Transações de Bens Usados exige a verificação da identidade dos envolvidos nas negociações, mas os cabos de cobre cortados não estão incluídos nessa regulamentação.
Para a polícia, os tailandeses podem estar envolvidos em mais de 100 furtos a usinas de energia solar em oito províncias de Kanto, vendendo o material para empresas de sucata.
Números preocupantes
De acordo com a Agência Nacional de Polícia, no primeiro semestre deste ano foram registrados 4.161 furtos de cabos de usinas de energia solar. Cerca de 90% das ocorrências foram na região de Kanto, com Ibaraki liderando (1.196 casos), seguida por Tochigi (821), Chiba (733) e Gunma (617).
A polícia prendeu 60 pessoas nestes crimes, sendo que 28 são cambojanos, 21 japoneses, 5 tailandeses e 4 vietnamitas.
O preço do cobre se tornou um atrativo. Em termos comparativos, em 2023 o preço médio do quilo do cobre chegou a 1.131 ienes, sendo que o de alumínio era de 185 ienes e o do ferro, 47 ienes.
Diante da falta de regulamentação, algumas províncias implantaram suas próprias regras para exigir a identidade de vendedores de cobre nas empresas de reciclagem.
A Agência Nacional de Polícia está colaborando com especialistas e associações do setor para revisar as regulamentações e fortalecer o controle.
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