Tóquio, Japão – O Japão registrou um aumento no número de acidentes entre montanhistas em 2023. Foram 3.126 ocorrências, que representam um aumento de 111, ou 3,7%, em comparação com o ano anterior, publicou a Jiji Press.
Pelo menos 3.568 pessoas se encontraram em situações de perigo, o que dá um aumento de 62 pessoas (1,8%) em comparação com o ano anterior.
O número de mortos e de desaparecidos nos acidentes também aumentou em 8, totalizando 335.
O total de feridos aumentou em 94, totalizando 1.400.
Ainda que metade das escaladores em perigo tenham sido resgatados com segurança, outros cerca de 40% foram socorridos com ferimentos e quase 10% morreram ou desapareceram.
Acidentes por província
Nos anos de 2019 e 2020 houve uma queda no número de acidentes em montanhas no Japão. Mas aumentaram a partir de 2021, em plena pandemia do coronavírus.
Em 2023, acredita-se que o aumento dos acidentes se deva ao fim das restrições relativas à pandemia.
Entre as províncias, Nagano registrou o maior número de acidentes, com 302 casos, seguida por Tóquio, com 214, e depois Hokkaido, com 212.
Foram observados acidentes em montanhas populares, como o Monte Fuji, com 97 pessoas, ou um aumento de 90% em comparação com a média de cinco anos, além do Monte Takao, com 133 casos, ou um aumento de 68%.
Entre as 3.506 pessoas que ficaram em perigo, 77,4% eram experientes em montanhismo, incluindo caminhadas, esqui de montanha e sawanobori (escalada em riachos). Outros 9,4% apenas procuravam vegetais silvestres e cogumelos.
Segundo as autoridades, 33,7% dos escaladores se perderam, 17,3% que escorregaram, 16,9% sofreram queda, 9,1% não suportaram o esforço físico e 8,6% passaram mal nas montanhas.
A maioria dos acidentados, ou 2.850 pessoas, tinha mais de 40 anos de idade, ou 79,9% do total, sendo que destes 307 (91,6% do total) morreram ou desapareceram.
Entre os maiores de 60 anos, que eram 1.763, ou 49,4% do total, 225 (67,2% do total) morreram ou desapareceram.
Houve também 100 casos envolvendo visitantes internacionais ao Japão, com 145 pessoas em perigo, das quais 11 morreram ou desapareceram. Ambos os números foram os mais elevados desde que as estatísticas começaram a ser registadas em 2018.
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