Tóquio, Japão – O Japão introduzirá em 2025 o sistema de pedágios variáveis em todo o país, com o objetivo de reduzir os congestionamentos nas vias expressas, publicou o Asahi.
Os pedágios nas rodovias variam dependendo de períodos específicos e trechos da estrada, disseram as autoridades.
O Ministério dos Transportes negociará com os operadores de vias expressas e outras partes relevantes para definir uma estrutura de preços.
As autoridades esperam incorporar o conceito nas “Políticas Básicas para a Gestão e Reforma Econômica e Fiscal” anuais do governo, a ser compilada em junho.
Experiência em Tóquio
O sistema de pedágio com preços variáveis foi aplicado com sucesso durante as Olimpíadas de Tóquio em 2021 na via Expressa Metropolitana, garantindo um transporte tranquilo para os dirigentes e atletas dos Jogos.
Esse sistema de preços variáveis funciona em caráter experimental desde julho de 2023 na linha Aqua da baía de Tóquio, conectando Kisarazu, na província de Chiba, e Kawasaki, na província de Kanagawa.
Neste pedágio o valor é de 1.200 ienes (US$ 7,70), 400 ienes a mais do que a taxa normal de 800 ienes, para veículos equipados com sistema de cobrança eletrônica de pedágio (ETC) e que se dirigem para Kawasaki nas faixas de entrada entre 13h e 20h nos finais de semana e feriados, quando a rodovia fica frequentemente congestionada.
Mas o valor do pedágio variável cai para 600 ienes entre 20h e meia-noite na linha Aqua.
O Ministério informou que o sistema reduziu os congestionamentos, levando os motoristas a usar a rodovia nos horários de preços mais baratos, acrescentando que a experiência permanecerá até o final de março de 2025, quando encerra o ano fiscal de 2024.
Outra novidade é que o Ministério expandirá o programa “Tsukin Pass”, que oferece descontos de até 50% em trechos específicos de vias expressas, para ajudar a reduzir os congestionamentos nas estradas locais.
Hoje esse programa funciona em caráter experimental em Hokkaido, Niigata, Ishikawa, Yamanashi, Kagawa e Nagasaki. Mas o programa deverá ser introduzido em todo o país após o ano fiscal de 2026.
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