Atualizado em: 03/04/2024 11:47
Tóquio, Japão – O número de solicitações de auxílio-subsistência (seikatsu hogo) no Japão superou 250 mil em 2023, marcando um aumento de 7,6% em relação ao ano anterior e atingindo o maior patamar em mais de uma década, informou a emissora NHK nesta quarta-feira (6).
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar atribui este aumento aos efeitos prolongados da pandemia de Covid-19 e à inflação, que resultou na diminuição do poder de compra.
Um homem de 70 anos que vive sozinho em Osaka começou a receber a auxílio após ver seu trabalho como escritor freelancer diminuir significativamente durante a pandemia, sem recuperação posterior. “Não dá para viver só com aposentadoria”, disse.
Antes da pandemia, ele ganhava cerca de 3 milhões de ienes por ano, mas desde 2020, sua renda anual caiu para menos de 1 milhão de ienes. Apesar de tentar sobreviver com uma pequena aposentadoria e ajuda financeira temporária do governo, o aumento no custo de vida, especialmente para alimentação, o levou a buscar assistência social em maio do último ano.
O homem disse que, mesmo que a pandemia não tivesse ocorrido e as condições do mercado permanecessem estáveis, sua idade poderia ter impedido o sucesso na busca por novos clientes. Ele enfatizou que sua aposentadoria de aproximadamente 400.000 ienes por ano é insuficiente para cobrir suas necessidades básicas, incluindo aluguel.
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar relatou que, em termos preliminares, o número total de solicitações de seikatsu hogo no ano passado foi de 255.079, um aumento de 18.123, ou 7,6%, em comparação com 2022.
Este é o maior número em 11 anos, com um crescimento contínuo nas solicitações desde o início da pandemia em 2020.
Em dezembro do ano passado, havia 1.653.778 famílias recebendo assistência social em todo o país, um aumento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Notavelmente, a maioria dessas famílias consiste em idosos que vivem sozinhos, representando 51,1% do total.
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