Atualizado em: 03/04/2024 14:25
Ishikawa, Japão – A polícia da província de Ishikawa informou que até a quinta-feira (18) foram registrados 26 crimes nas cidades afetadas pelo terremoto, noticiou a MRO TV.
Nos registros da polícia, foram 24 casos de furto, um de danos materiais, outro de arrombamento de estrutura.
A maior parte dos casos foi registrada em Wajima (10), com 6 cada nas cidades de Suzu e Noto, 2 em Anamizu, e um em Nanao e outro em Hakui.
Os policiais disseram que como os moradores foram forçados a deixar suas casas danificadas para se abrigar em centros de evacuação, os criminosos se aproveitaram para furtar dinheiro e objetos de valor, como anéis.
Foram registrados furtos também em lojas de conveniência e roubo a vítimas do terremoto.
Como muitas casas ficaram parcialmente danificadas e não puderam ser trancadas, se tornaram alvos fáceis de criminosos. Então a polícia pediu que os moradores mantenham consigo objetos de valor tanto quanto possível.
Caso se sintam inseguros quanto a isso, são solicitadas a entrar em contato com a polícia para realizar patrulhas perto das residências.
Ossos humanos
Com relação à área onde ocorreu um grande incêndio durante o poderoso terremoto, na cidade de Wajima, a polícia encontrou o que parecem ser ossos humanos, mas disse que ainda não tem o total de vítimas.
Tanto a polícia de Ishikawa quanto equipes de resgate vindas de outras províncias têm feito buscas na área ao redor da via Asaichi, em Wajima, desde o dia 9 deste mês, local onde ocorreu o incêndio de grandes proporções. A estimativa é de que 1.600 oficiais estejam vasculhando a área.
O chefe da polícia de Ishikawa, Masaru Hosoda, disse durante entrevista a jornalistas que embora já tenham encontrado ossos humanos perto das casas de pessoas que estão desaparecidas, ainda é impossível estimar o total de corpos no local.
Hosoda acrescentou que tão logo seja possível, pretende utilizar testes de DNA para identificar os corpos.
Na sexta-feira foram concluídas as buscas com base em informações de desaparecidos naquela área, mas ainda há mais de 10 pessoas naquela área cujo paradeiro e segurança são desconhecidos.
Foto: Reprodução




