Tóquio, Japão – As contas de eletricidade e gás no Japão terão redução nos próximos três meses devido às medidas do governo para combater a alta dos preços e aliviar o bolso das famílias.
O desconto será aplicado ao consumo entre janeiro e março de 2026 e, segundo estimativas oficiais, pode representar uma economia de 7 mil no período, considerando a quantidade de luz e gás que uma família padrão de quatro pessoas gasta em casa, informou a emissora Nippon TV.
A iniciativa faz parte do pacote para enfrentar a inflação, diante dos valores elevados das contas de energia que continuam pesando no orçamento doméstico.
No caso da eletricidade, o subsídio será de 4,5 ienes por quilowatt-hora em janeiro e fevereiro, caindo para 1,5 iene por quilowatt-hora em março.
Já em relação ao gás, o desconto será de 18 ienes por metro cúbico nos dois primeiros meses e de 6 ienes em março.
De acordo com os cálculos do governo, uma família padrão poderá economizar cerca de 7 mil ienes ao longo dos três meses.
Esse valor pode aumentar para famílias que gastam mais, ou diminuir para quem gasta menos.
Como exemplo, a Tokyo Electric Power informou que, para uma residência com consumo médio mensal de 260 kWh, a conta de janeiro ficará 1.170 ienes mais barata em comparação com a fatura atual.
Nas ruas, a reação dos consumidores é de alívio parcial. Famílias de quatro pessoas relatam gastos que chegam a 20 mil ienes por mês, especialmente no inverno, quando o uso de aquecimento e ar-condicionado aumenta.
“No inverno usamos um sistema de aquecimento do piso e ar-condicionado ao mesmo tempo”, contou um morador na faixa dos 50 anos, que afirma ter sentido forte o aumento das contas.
Apesar da redução anunciada, muitos consideram o valor ainda insuficiente. “Sete mil ienes em três meses é pouco, podia ser mais”, disse outra pessoa entrevistada pela Nippon TV.
Há também quem veja o desconto como um pequeno alívio para despesas básicas: “Se sobrar, dá para usar em outras coisas. O arroz, por exemplo, está caro — 10 quilos passam fácil dos 7 mil ienes”, comentou uma consumidora na casa dos 30 anos.




