Hamamatsu, 28/nov – Neste domingo 28, em Hamamatsu (Shizuoka), foi realizado pelo grupo de capoeira Nagoas um grande evento que reuniu alunos capoeiristas, adultos e crianças, provenientes de várias províncias do Japão.
O foco da cerimônia foi o batizado de quatro novos integrantes do grupo e a mudança de cordas (nível) para 16 alunos da modalidade. “Hoje temos pessoas provenientes de Osaka, Mie, Tóquio, Aichi. A capoeira é um movimento unido, o que faz eventos assim ganharem essa dimensão”, diz Alessandra Sudo, conhecida como estagiária Mucama. Na capoeira, todos os integrantes recebem apelidos que os distinguem dos demais.
Fator relevante é que a presença de japoneses superou a de brasileiros. Alunos que se interessam em conhecer a fundo a cultura verde-amarela e o esporte.
“Além deles gostarem do nosso país, entendemos que eles têm mais estabilidade para dar uma continuidade no aprendizado. Os brasileiros já têm outras influências como mudanças de províncias devido ao emprego, retorno ao Brasil e até mesmo pela questão financeira”, revela Sudo.
Também esteve presente a baiana Cristina Santiago, renomada contra-mestre conhecida por desenvolver seus ensinamentos em Taiwan, onde reside.
Além de japoneses e brasileiros, também estiveram presentes alunos peruanos e americanos, provando mais uma vez que o esporte é uma grande motivação para o intercâmbio cultural.
Fundado em 2004 pelo contra-mestre George Yagi, o grupo Nagoas prova, através de eventos como esse, que tem alcançado o objetivo a que se propôs, de divulgar e valorizar a capoeira fora do seu o país de origem.
foto
A capoeira tem atraído a atenção de japoneses
Milton Júnior/Alternativa




