Toyota – A Escola Alegria de Saber (EAS) realizou nesta terça-feira a primeira palestra, de um total de três, sobre o ensino superior no Brasil e no exterior. O encontro contou com cerca de 150 alunos do segundo e terceiro anos do ensino médio das unidades de Toyota, Toyohashi e Hekinan (Aichi), Hamamatsu (Shizuoka) e Suzuka (Mie).
A palestra desta terça-feira foi sobre o “Acesso ao Ensino Superior no Brasil e profissões”. A primeira parte do encontro contou com os depoimentos do cônsul-geral do Brasil em Nagoia (Aichi), Arnaldo Caiche D’Oliveira, e do vice-cônsul Alexandre Alvim Ribeiro.
O cônsul Arnaldo contou que já fez faculdade de propaganda e marketing, geografia e não terminou a de agronomia. Foi então que decidiu ser diplomata, quando entrou no Instituto Rio Branco.
“A minha experiência não foi muito boa, porque eu não sabia o que queria. Mas tive a sorte de estudar sempre em boas escolas”, frisou. “Mas se posso recomendar algo a vocês, escolham a profissão com tranquilidade”, disse. “Se for o caso, obtenham mais informação sobre as profissões que desejam e as escolas onde pensam estudar”, acrescentou.
O vice-cônsul Alexandre lembrou que repetiu várias vezes o exame vestibular, mas não desistiu. Até que se formou em jornalismo, profissão na qual atuou por alguns anos. Então decidiu mudar de rumo, até se tornar diplomata. Mas antes de ser aprovado no Instituto Rio Branco, Alexandre contou que foi reprovado seis vezes. E avisou: “Não me acho brilhante. Mas sou esforçado”.
Alexandre recomendou aos jovens para que busquem um curso superior após a formatura no ensino médio. “Assim as perspectivas se tornam infinitamente maiores”, disse. E aconselhou a todos para que obtenham conhecimentos em línguas estrangeiras e até se envolvam em algum trabalho voluntário, itens que, segundo ele, são bastante considerados num processo de seleção de emprego.
O diretor da EAS de Hamamatsu, Rodrigo Leite, explicou então como funciona o ensino superior no Brasil. Ele falou sobre as universidades federais, particulares e também dos cursos à distância. “O ensino nas universidades federais é de excelência”, garantiu.
Leite comentou sobre todo o processo que um universitário pode passar, desde o curso que a pessoa decide fazer, englobando a pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. “São mais de 20 anos de estudos. O conhecimento não acaba nunca. A pessoa tem que se renovar sempre”, avisa.
Alguns alunos perguntaram sobre a possibilidade de o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ser aplicado também no Japão. Leite explicou que este exame ainda precisa se firmar no Brasil, já que enfrentou alguns problemas, como o vazamento de informações sobre as provas há alguns anos, entre outros.
“O ENEM foi criado para avaliar o ensino médio. Depois passou a servir como porta de acesso ao ensino superior”, disse Leite, acrescentando que algumas universidades deixaram de realizar o exame vestibular para selecionar novos alunos de acordo com suas notas no ENEM.
Leite falou também sobre os sistemas de financiamento dos cursos, as profissões mais requisitadas e seus salários iniciais no Brasil. “Reuni todas estas informações para que vocês possam escolher qual o melhor caminho a seguir”, finalizou.
O diretor geral da EAS, Habby Ilerika, informou que a segunda palestra deverá ser realizada entre agosto e setembro, sobre as universidades no exterior, e a terceira, sobre o mercado de trabalho, será em outubro. “Nosso objetivo é incentivar os alunos a continuar os estudos”, disse.
Foto: Antônio Carlos Bordin/Alternativa
O vice-cônsul Alexandre Alvim Ribeiro e o cônsul Arnaldo Caiche D’Oliveira falaram sobre suas trajetórias no ensino superior




