Nova York, 27/abr – A Apple negou estar monitorando os movimentos dos usuários do iPhone e afirmou que vai disponibilizar uma atualização de software que armazena menos informações sobre a localização dos telefones, em resposta à críticas sobre violação de privacidade.
“A Apple não está monitorando a localização do seu iPhone”, afirmou a empresa em comunicado na quarta-feira 27. “A Apple nunca o fez e nem tem planos de fazê-lo”.
No entanto, a companhia afirmou que o iPhone mantém uma “base de dados sobre hotspots e torres de telefonia ao redor da localização dos usuários… que ajuda o iPhone calcular rapidamente e precisamente sua localização quando solicitado”.
Algumas dessas informações são armazenadas em cada iPhone e guardadas pelo software iTunes, permitindo que alguém com acesso ao computador do dono do telefone acesse informações sobre sua movimentação.
Em resposta às críticas, a Apple pretende disponibilizar uma atualização de software que diminui o tamanho da base de dados de hotspots guardada nos iPhones e vai parar de guardar as informações por meio do iTunes. O software será liberado nas próximas semanas, informou a empresa.
As preocupações sobre monitoramento começaram este mês, quando dois programadores apresentaram pesquisas mostrando que o iPhone estava armazenando dados de localização. Defensores da privacidade dos usuários criticaram duramente a Apple e a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) pediu para a empresa explicar sua política.
O Google, ferrenho competidor da Apple na computação móvel, também enfrentou duras críticas relacionadas a informações de que os celulares com sistema Android monitoram a localização dos usuários.
Em comunicado na quarta-feira, o Google defendeu o produto, afirmando que cabe aos usuários decidir se querem participar do recurso de compartilhamento de localização dos celulares Android.
“Damos aos usuários um aviso e o controle sobre o recolhimento, compartilhamento e uso das informações de localização para fornecermos uma experiência móvel melhor nos aparelhos Android”, afirmou a companhia.




