တိုကျို – O Partido Liberal Democrata (PLD), do primeiro-ministro Fumio Kishida, assegurou 261 cadeiras na eleição geral realizada no domingo (31) para a Câmara dos Representantes, a poderosa câmara baixa do Parlamento. O partido detinha 276 assentos antes do pleito e precisava atingir ao menos 233 assentos para ter maioria. A coalisão do PLD com o Komeito somou 293 assentos, o que dá a “maioria absoluta” para o premiê poder aplicar seu plano de governo.
Após o resultado Kishida disse: “Estou muito grato por ter conquistado a maioria no partido no poder e recebido confiança dos eleitores. O PLD aceitou a maioria absoluta do povo”.
Pesquisas da emissora pública NHK, no entanto, mostraram que o partido deverá sair enfraquecido das urnas.
A votação foi um teste para Kishida, que convocou a eleição logo após assumir o cargo máximo do país no início deste mês, e para a sua legenda conservadora, principal força dominante na política japonesa do pós-guerra, que foi prejudicada pela percepção do público de que teria lidado mal com a pandemia do coronavírus até agora.
Ex-banqueiro, de fala mansa, Kishida tem tido dificuldades para mudar a percepção de que não tem carisma. Enquanto segue as políticas tradicionais da ala de direita do partido, que pressiona pelo aumento dos gastos militares, ele também promete lidar com a desigualdade de renda, mencionando um “novo capitalismo” que tem alimentado preocupação entre os investidores.
A manutenção da maioria na câmara baixa preservará a capacidade do PLD de formular políticas sem ficar dependente de seu parceiro menor de coalizão, o Komeito.
“A coalizão em si não irá desmoronar e o governo permanecerá, mas mesmo assim, o número de cadeiras que eles têm está diminuindo e isso pode tornar difícil o gerenciamento do Parlamento”, disse Airo Hino, professor de ciência política da Universidade Waseda, em Tóquio.
“A tendência geral é a favor da estabilidade. O PLD superou os obstáculos que eram absolutamente necessários”, disse Tobias Harris, pesquisador sênior do Center for American Progress.
“Veremos muitos estímulos”, disse ele.
Uma exibição pior teria aumentado as expectativas de que Kishida pudesse seguir o predecessor Yoshihide Suga e se tornar outro premiê de curto prazo.
O partido sofreu alguns golpes notáveis, incluindo a perda de seu secretário-geral, Akira Amari, em seu distrito de sede única.
VENCEDOR
O objetivo declarado publicamente de Kishida era que a coalizão mantivesse a maioria, pelo menos 233 cadeiras, dos 465 assentos na Câmara Baixa – embora isso tenha sido amplamente visto como um alvo baixo, já que o Komeito tinha 29 cadeiras antes da eleição.
Kishida disse que o governo tentará compilar um orçamento extra neste ano, no que seria um cronograma apertado.
“Espero aprovar um orçamento extra no parlamento este ano”, disse ele a repórteres.
Isso envolveria medidas de financiamento para apoiar as pessoas atingidas pela pandemia, como aqueles que perderam o emprego e estudantes que lutam para pagar mensalidades.
Um grande vencedor da eleição foi o conservador Partido da Inovação do Japão, com sede em Osaka, que tinha projetado triplicar seus assentos e ultrapassar Komeito como a terceira força na câmara baixa, depois do opositor Partido Democrático Constitucional do Japão.
O surgimento do partido Osaka como uma força nacional pode complicar a promessa de Kishida de reverter as políticas econômicas neoliberais.
O Partido da Inovação está “realmente varrendo a região de Osaka. Eles emergiram como um importante bloco conservador”, disse Yoichiro Sato, professor de relações internacionais na Ritsumeikan Asia Pacific University. “Eles vão bloquear a ideia do novo capitalismo de Kishida de reduzir a diferença de renda entre ricos e pobres.”
Uma das derrotas mais notórias do PLD foi um ex-ministro da Economia e líder de uma das facções do partido, Nobuteru Ishihara, que perdeu para um candidato da oposição em um distrito do oeste de Tóquio.
A oposição, geralmente fragmentada, estava unida, com apenas um partido – incluindo o amplamente evitado Partido Comunista Japonês – enfrentando a coalizão que está no poder na maioria dos distritos.
ဓာတ်ပုံ- ရိုက်တာသတင်းဌာန
Eleitores votaram na eleição de domingo, dando maioria ao PLD




