Afeganistão/Japão – O porta-voz do Talibã, Suhail, Shaheen, disse que o grupo islâmico deseja manter boas relações com o Japão, expressando esperança de que o país reabra sua embaixada, a qual foi fechada recentemente, publicou a Kyodo News.
Shaheen, que está baseado em Doha, explicou que o Talibã aprecia as atividades das organizações não governamentais japonesas no Afeganistão e enfatizou que o grupo garantirá a vida e a propriedade dos japoneses, bem como dos funcionários locais que trabalham na embaixada do país e ONGs.
O porta-voz disse ainda que o Talibã não terá como alvo nenhum funcionário que tenha cooperado com os Estados Unidos.
As respostas dadas por Shaheen foram gravadas e enviadas via WhatsApp.
O Talibã esteve no poder do Afeganistão entre 1996 e 2001, quando impôs a lei islâmica estrita, restringindo os direitos das mulheres, inclusive interferindo na parte de educação e emprego.
Agora o Talibã tenta se mostrar moderado. Shaheen explicou que as professoras podem continuar ensinando as meninas nas escolas e que as mulheres teriam direitos semelhantes aos das de outros países, desde que usem o hijab.
O Talibã, ainda segundo o porta-voz, disse que o grupo reconhece a liberdade da mídia e que os jornalistas estrangeiros poderão fazer suas reportagens em Cabul ou em qualquer outra parte do país.
O grupo extremista voltou ao poder do Afeganistão após 20 anos, após ter sido repelido pelos Estados Unidos.
No dia 15 de agosto, o presidente afegão, Ashraf Ghani, já havia saído do Afeganistão quando os Talibãs tomavam posse de boa parte do território, especialmente de Cabul.
Diplomatas japoneses foram retirados do Afeganistão e levados para Dubai em 17 de agosto, com o Japão seguindo a mesma posição de outras nações, ao fechar sua embaixada em 15 de agosto.
ဓာတ်ပုံ- ရိုက်တာသတင်းဌာန
O grupo islâmico Talibã




