ကူမာမိုတို – Este domingo (4) marca um ano das chuvas torrenciais que castigaram a província de Kumamoto. O desastre matou 67 pessoas, incluindo as que morreram na sequência. Duas permanecem desaparecidas.
As pessoas que perderam suas casas no desastre chegam a 3.675 pessoas, totalizando 1.611 famílias, que hoje moram em casas temporárias, segundo a NHK.
Metade das pousadas e hotéis que sustentavam a indústria turística local não abriu. Pelo menos 70% delas sofreram danos com a inundação do rio Kuma.
As chuvas torrenciais provocaram inundações, bloqueio de estradas, e afetaram duas pontes ferroviárias da linha JR Hisatsu, sobre o rio Kuma.
Até hoje 87 quilômetros, ou 70% do trecho, permanece inoperante. A operadora não iniciou nenhum plano de recuperação.
O governo central e os locais planejam construir uma barragem e uma bacia para combater as inundações no rio Kuma, a qual deverá ser construída entre cinco e dez anos.
Os residentes que sobreviveram ao desastre do ano passado estão preocupados com o fato de que tudo pode se repetir.
CERIMÔNIA
Em memória de todos que morreram ou sofreram as consequências do desastre, 30 pessoas, incluindo familiares das vítimas, participaram de uma cerimônia neste domingo (4), na cidade de Hitoyoshi.
Uma sirene tocou e as pessoas pararam por alguns instantes em memória dos mortos.
Os presentes fizeram preces em silêncio e também oferendaram flores.
O governador de Kumamoto, Ikuo Kabashima, disse que ainda hoje se pergunta como não pôde evitar os danos causados pelas chuvas naquela ocasião.
“Prometo fortemente trabalhar na reconstrução das áreas atingidas para que ninguém seja deixado para trás”, disse.
Naomi Nishimura, 52, da cidade de Kitakyushu, perdeu os pais que moravam na cidade de Hitoyoshi, disse: “Eu gostaria de ter retornado antes”, disse.
Yoshinori Nagao, 57, participou da cerimônia em Hitoyoshi, cidade onde ele perdeu o pai Makoto, de 88 anos, quando sua casa foi inundada.
“Esse ano passou tão rápido. Ainda lamento não ter podido ajudar meu pai. Mesmo depois de um ano, a reconstrução ainda está em andamento, então a missão dos sobreviventes é trabalhar. Quero fazer o meu melhor. Farei o meu melhor para me recuperar”, disse.
Outra cerimônia fúnebre foi realizada em Sakamotomachi, na cidade de Yatsushiro, onde quatro pessoas morreram e uma continua desaparecida.
O serviço foi realizado na escola Sakamoto e reuniu cerca de 50 pessoas, incluindo parentes das vítimas e funcionários locais.
O residente Masaharu Minoda, de 70 anos, que perdeu seu tio no desastre, disse o seguinte: “Meu tio costumava pescar no rio Kuma, mas o resultado foi que ele foi arrastado pelo rio que conhecia, e ainda estou emocionado.”
Nas cerimônias também foram ofertadas flores.
Akiko Mizuguchi, 71, perdeu sua irmã mais nova, e confessou o seguinte: “Mesmo depois de um ano, converso com as fotos da minha irmã todos os dias e ouço a voz gravada no meu celular”, disse, enxugando as lágrimas.
ဓာတ်ပုံ- Reproduction/NHK
A cerimônia fúnebre realizada em Kumamoto em memória dos mortos




