Kobe – O grande sismo de Kobe (Hyogo), que tirou a vida de mais de 6 mil pessoas em 1995, completa 25 anos nesta sexta-feira (17). Em meio as lembranças da tragédia, pesquisadores japoneses revelaram que os estudos recentes sobre riscos de novos abalos de grandes proporções não são nada otimistas.
De acordo com uma reportagem da emissora NHK, o nível de pressão atual na falha ativa entre o sul de Hyogo e o noroeste de Osaka, que provocou o terremoto de 1995, é idêntico ao estado em que a falha se encontrava pouco antes do abalo sísmico.
Além disso, pelo menos 31 falhas ativas, entre as 114 de risco espalhadas pelo sistema geológico do Japão, estão com um nível de pressão atual igual ou maior a falha de Hyogo em 1995.
O governo japonês montou uma sede de promoção e pesquisa sobre terremotos, para analisar com profundidade as falhas de risco. As 114 falhas, que possuem mais de 20 quilômetros de comprimento, estão sendo estudadas e uma análise foi feita para estimar o risco de um grande abalo sísmico em cada uma delas nos próximos 30 anos.
O que mais preocupou os pesquisadores foram as 31 falhas que apresentam nível alto de pressão no momento, acima de 3%. A pressão é dividida por rankings e essas 31 falhas ativas estão atualmente na categoria rank S, que é a mais alta e a mesma na qual a falha de Hyogo estava quando o terremoto de 1995 ocorreu.
Outras falhas importantes que estão nessa categoria é a linha tectônica de Itoigawa-Shizuoka, falha grave que vai da cidade de Itoigawa, em Niigata, até a cidade de Shizuoka. No rank S também está a linha tectônica mediana do Japão e a falha Miura Hantou, da Península de Miura em Kanagawa.
A segunda categoria de maior risco é o rank A, onde se encontram 35 falhas ativas atualmente. A falha de Futagawa, que provocou o forte terremoto de Kumamoto em 2016, estava nesta categoria na época do desastre.
Além disso, o Japão também precisa lidar com falhas que ainda não foram descobertas. Este é o caso do terremoto de Niigata de 2004 e de outro forte terremoto que atingiu Iwate e Miyagi em 2008. Ambos ocorreram em falhas que ainda não haviam sido descobertas.
Para o chefe do Comitê de Investigação sobre Terremotos, Naoshi Hirata, a população comum deve estar sempre preparada.
“Estamos analisando uma forma melhor de obtermos total compreensão sobre os riscos reais de fortes terremotos. Queremos que as pessoas tenham consciência de que, durante o seu tempo de vida, um forte tremor provavelmente irá ocorrer”, explicou.
ဓာတ်ပုံ- Reproduction/NHK
Mapa aponta para a localização das 31 falhas que estão atualmente no rank S




