တိုကျို – O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar decidiu começar a pagar em março cerca de 800 mil beneficiários do seguro-desemprego que atualmente estão recebendo a menos devido à má apuração de importantes estatísticas trabalhistas do governo, informou o jornal Mainichi na quinta-feira (24).
A partir de abril, o ministério também começará a fazer pagamentos já vencidos para aqueles atualmente elegíveis para receber os benefícios vinculados às irregularidades, que surgiram em conexão com a Pesquisa Mensal de Trabalho.
Os pagamentos serão baseados em correções de dados de pesquisa de 2012 a 2018, que foram anunciados na quarta-feira. As falhas reduziram as taxas de crescimento dos salários durante o período em um máximo de 0,7%.
No escândalo das estatísticas, o Ministério do Trabalho checou apenas um terço dos empregadores com 500 ou mais trabalhadores em Tóquio desde 2004. O ministério também não aplicou os ajustes estatísticos necessários aos dados coletados, tornando os salários médios inferiores ao valor real. Isso resultou em déficits de pagamento, totalizando pelo menos 56,75 bilhões de ienes e afetando cerca de 20,15 milhões de trabalhadores.
O pagamento de benefícios vencidos em anos anteriores levará mais tempo para começar, de acordo com fontes próximas ao ministério. O governo não sabe os endereços de mais de 10 milhões de pessoas com direito aos pagamentos, e ainda não há um plano claro sobre como compensá-los.
Os dados servem como base para calcular o valor do seguro-desemprego, juntamente com os rendimentos do trabalhador nos últimos meses, e de indenizações trabalhistas.
A pesquisa é usada como um indicador-chave para avaliar o sucesso das políticas econômicas do primeiro-ministro Shinzo Abe e das condições de emprego do país, cobrindo mais de 30 mil empresas em todo o Japão, incluindo também aquelas com menos de 500 trabalhadores.
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