Amami – Um relatório emitido pelo Comitê de Educação de Amami, em Kagoshima, apontou o comportamento de um professor como a causa do suicídio de um aluno de 13 anos em 2015.
Segundo reportagem do jornal Asahi, o comitê verificou que, em novembro de 2015, o aluno, que estava no 1° ano do ensino ginasial (chugakkou), teria cometido bullying contra um colega e sofrido repreensão de quatro colegas e do professor responsável pela turma.
Inicialmente, o relatório havia apontado que o menino teria cometido suicídio por “tomar a responsabilidade” após cometer bullying contra um colega. Porém, o Ministério da Educação não aceitou esta justificava e a causa do suicídio ficou marcada como “desconhecida”.
Com o aprofundamento da investigação sobre o caso, o Comitê verificou que o bullying que o menino havia cometido contra um colega foi fruto de um mal-entendido. O colega falava com sotaque e algo dito por ele foi entendido como um xingamento pelo menino.
Porém, sem esclarecer o ocorrido, o professor teria agido com repressão. O aluno cometeu suicídio logo após a visita domiciliar do professor e o relatório concluiu que “não há dúvidas de que a vítima foi pressionada”.
O caso deverá ser corrigido nos relatórios do Ministério da Educação e o Comitê afirmou que utilizará o caso como referência para trabalhar na prevenção.
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