တိုကျို – Um tribunal de Tóquio decidiu manter a prisão do presidente do conselho de administração da Nissan Motor, Carlos Ghosn, e do diretor-representante Greg Kelly por 10 dias, disse a agência de notícias Kyodo News nesta quarta-feira.
Ghosn, 64 anos, foi preso na segunda-feira depois que uma investigação interna da Nissan descobriu que ele havia supostamente cometido fraudes durante anos, incluindo o uso pessoal de dinheiro da empresa e a não declaração de ganhos.
Paralelamente à decisão do tribunal, a Procuradoria de Tóquio está avaliando se apresenta acusações contra a Nissan por, supostamente, alterar relatórios financeiros para ocultar as supostas irregularidades fiscais que levaram à detenção de Ghosn, segundo informações da imprensa local.
O executivo foi acusado de não declarar a totalidade das suas receitas ao regulador da Bolsa de Tóquio, uma violação da legislação de instrumentos financeiros do país asiático, que prevê penas de até 10 anos de prisão, uma multa de 10 milhões de ienes (US$ 88 mil) ou ambas.
A detenção ocorreu por causa de uma investigação interna da Nissan, que compartilhou a informação com a procuradoria.
Fontes ligadas ao caso indicaram ao jornal econômico Nikkei que dois diretores da Nissan que trabalhavam sob as ordenes de Kelly teriam sido os executores e são os que estão cooperando com os procuradores por meio de um acordo.
A montadora não estaria incluída na delação premiada, um instrumento legal no Japão desde o último mês de junho destinada a eximir ou reduzir as penas de quem colabora com as autoridades.
A procuradoria estaria considerando acusar a montadora pela mesma infração da legislação de instrumentos financeiros, alegando uma manipulação dos seus resultados para ocultar as quantias realmente pagas a Ghosn nos relatórios de valores corporativos.
Segundo a lei que rege esse crime, uma empresa poderia enfrentar uma multa de até 700 milhões de ienes.
Kelly, supostamente, foi quem ordenou a outros executivos que manipulassem os relatórios, segundo indicaram as fontes ao Nikkei.
Os procuradores continuam interrogando funcionários da Nissan, entre eles o CEO Hiroto Saikawa, que, aparentemente, testemunharia de forma voluntária, segundo informou a emissora NHK.
Ghosn está sendo acusado de não declarar 5 bilhões de ienes (US$ 44 milhões) entre junho de 2011 e o mesmo mês de 2015, segundo informações da imprensa local.
Outras irregularidades nas quais o executivo franco-brasileiro estaria envolvido seriam o uso de fundos de empresas filiadas para adquirir imóveis particulares em quatro países, incluindo Brasil, e o desvio às suas contas de vários milhões em bônus inicialmente destinados a outros executivos.
ဓာတ်ပုံ- ရိုက်တာသတင်းဌာန
Carlos Ghosn, presidente da Renault-Nissan-Mitsubishi, em Paris




