တိုကျို – O tufão número 24, chamado Trami, está passando por Okinawa, no sul do Japão, onde já há relatos de feridos e de apagões em diversas ilhas da província, informou a emissora NHK.
Pelo menos seis pessoas sofreram quedas e se machucaram por causa do forte vento em cidades como Naha e Uruma, onde foram registradas rejadas de mais de 180 km/h. Uma mulher de aproximadamente 80 anos se feriu após bater o rosto no chão em Urasoe.
Às 9h deste sábado (29), cerca de 160 mil casas estavam sem luz em 32 cidades e vilas de Okinawa. O fornecimento de energia também foi interrompido em algumas ilhas de Kagoshima.
As autoridades de 34 cidades de Okinawa emitiram avisos de evacuação por causa de ventos fortes e chuvas intensas e 600 pessoas buscaram refúgio em abrigos públicos, segundo a NHK.
Quase 400 voos domésticos foram cancelados, principalmente os que tinham destino a Okinawa.
O Trami, classificado como muito forte (hijounitsuyoi, 非常に強い) e grande (oogata, 大型), deve seguir em direção a Kyushu, Shikoku e região central do Japão entre domingo e segunda-feira.
Atualmente, o tufão 24 desloca-se a uma velocidade de 15 km/h no sentido norte, a cerca de 100 quilômetros de Naha, com ventos sustentados de 162 km/h (45 m/s) e rajadas de até 216 km/h (60 m/s), segundo boletim divulgado às 10h45 deste sábado.
A Agência Meteorológica do Japão alertou a população sobre as consequências do tufão, como ventos fortes, chuvas intensas e mar agitado, e disse que as pessoas devem ficar atentas às informações sobre evacuação em áreas de risco para alagamentos e deslizamentos de terra.
ANO DIFÍCIL
O Trami é o mais recente fenômeno climático a atingir o Japão em um ano repleto de desastres, incluindo calor, chuvas e deslizamentos de terra causados por terremotos.
Há menos de um mês, o tufão 21 (Jebi) inundou o aeroporto internacional de Kansai, em Osaka, deixando milhares de turistas presos.
Jebi foi a tempestade mais poderosa a atingir o Japão em 25 anos e trouxe algumas das marés mais altas desde o tufão de 1961. Dezessete pessoas morreram.
Mesmo para uma nação acostumada a desastres, 2018 tem sido um ano difícil, começando com uma erupção vulcânica em janeiro que fez chover pedras em uma estação de esqui.
Julho trouxe um calor recorde que matou pelo menos 80 pessoas e enviou mais de 20 mil para hospitais, além de chuvas torrenciais no oeste do Japão que provocaram enchentes e deslizamentos de terra, matando mais de 200 pessoas.
Apenas dois dias após o tufão Jebi em setembro, a província de Hokkaido foi abalada por um forte terremoto que provocou deslizamentos de terra, derrubou o fornecimento de energia em toda a ilha e matou pelo menos 44 pessoas.
ဓာတ်ပုံ- Reproduction/NHK
Mapa mostra localização e possível trajeto do tufão 24




