တိုကျို – A polícia registrou o recorde de 1.813 casos envolvendo menores de idade que foram vítimas de crimes sexuais e outros perpetrados por meio de redes sociais em 2017. Os dados foram divulgados nesta semana, publicou o Japan Today.
As autoridades acreditam que o recorde tenha a ver com o fato de as crianças terem sido coagidas a enviar fotos nuas para pessoas que elas conheceram nas redes sociais.
“As crianças devem estar discutindo ou dividindo suas preocupações (nas redes sociais), mas podem ser ameaçadas por usuários que obtém os dados delas nessas interações online”, disse um oficial da Agência Nacional de Polícia (ANP).
Os criminosos se faziam passar por crianças de idade semelhante à das vítimas, usando uma foto falsa em seus perfis online, para encontrá-las pessoalmente ou fazer com que elas recebessem e enviassem selfies comprometedoras.
“É importante para nós intensificarmos esforços para evitar que as crianças sejam vítimas”, disse o comissário-geral do ANP, Shunichi Kuryu, em uma entrevista coletiva, acrescentando que a polícia continuará a aumentar a conscientização pública a respeito destes crimes.
Do total registrado, 702 menores foram vítimas de crimes sexuais e de outros tipos em violação a um decreto sobre proteção juvenil, número esse que permaneceu quase inalterado nos últimos anos.
As violações da lei que proíbe a prostituição e pornografia infantis têm aumentado nos últimos anos, com as vítimas da prostituição infantil totalizando 447 em 2017. O número quase dobrou em relação a 2013, quando foram registrados 226 casos.
Menores envolvidos em casos de pornografia infantil, incluindo os que fizeram selfies nus, atingiram 570, acima dos 341 em 2013.
Um total de 61 crianças foram vítimas de crimes ainda mais graves, incluindo 24 estupros e 21 sequestros. Não foram registrados assassinatos.
Ainda na estatística, 51,9% das vítimas eram do ensino médio, 37,2% do ensino fundamental e 2,3% do ensino primário.
A vítima mais jovem foi uma menina de 8 anos de idade que foi convencida a enviar uma imagem a alguém que ela conheceu pelo YouTube.
O Twitter e outros serviços online foram usados por muitas das vítimas. O número de vítimas de crimes que usam esses serviços foi de 855 em 2017, enquanto o número daqueles que usaram serviços de bate-papo online foi de 579.
Dos 1.468 menores que encontraram pessoalmente os criminosos, 29,6% disseram que o fizeram para receber dinheiro e presentes, seguidos por 22,9% que disseram que foram tratados gentilmente ou receberam conselhos e 17,0% que estavam procurando por amigos.
Foto: ©2015 iStockphoto (Imagem ilustrativa)




