တိုကျို – A rigorosidade do sistema japonês também respinga nos refugiados e imigrantes que são, em sua maioria, cidadãos que correm perigo em suas nações de origem e tentam refazer a vida em um país estrangeiro.
Os critérios do governo japonês nadam na contramão das grandes ondas migratórias, de pessoas fugidas da guerra e da fome. Um relatório emitido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2016 mostrou que há 65,6 milhões de pessoas no mundo atrás de asilo em um país estrangeiro.
A Turquia, que faz fronteira com a Síria, já aceitou 2,9 milhões de refugiados e os pedidos de asilo são crescentes em todo o mundo. A vizinha China já acolheu mais de 300 mil refugiados e é hoje o 10º lugar na lista de países que mais recebem e aceitam esses imigrantes.
Os pedidos de asilo também vêm aumentando no Japão, mas as concessões anuais são extremamente baixas. Os dados do Ministério da Justiça mostram que, dos 19.628 pedidos registrados em 2017, apenas 20 foram aprovados.
A presidente da Associação de Apoio aos Refugiados no Japão (Nanmin Shien Kyokai), Eri Ishikawa, considera a baixa aprovação como uma consequência da falta de planejamento do país para abrigar imigrantes.
“Acredito que há vários problemas, como a falta de um plano político que garanta condições aos refugiados de se estabelecer no Japão. Em muitos casos, as solicitações de refúgio são negadas por não confiar nos dados ou não ter como confirmar a veracidade das informações passadas pelo candidato”, ressaltou, em entrevista para a Alternativa.
A Associação foi fundada em 1999 com o objetivo de dar assistência aos imigrantes no Japão, sendo refugiados ou não. “As solicitações só podem ser feitas por quem já está no país e por isso muitas pessoas dão entrada no pedido sem ter autorização para trabalhar, sem conhecer o idioma ou ter conhecidos no Japão”, explica.
Ishikawa defende que o Japão deve abrir mais as portas para acolher os imigrantes, mas deve efetivar um planejamento para que os refugiados tenham condições de se estruturar no país.
“Dos mais de 10 mil pedidos em 2016, apenas 330 receberam algum auxílio financeiro do governo. O Japão possui muita resistência em aceitar os imigrantes mesmo com os problemas de falta de mão de obra tão evidentes. É preciso que haja mais discussão e elaboração de projetos focados em ajudar essas pessoas interessadas em viver no arquipélago.”, concluiu.
ဓာတ်ပုံ- ရိုက်တာသတင်းဌာန




