တိုကျို – Um time de pesquisa da Universidade Jutendo, em Tóquio, investigou o passado de mulheres que sofreram de doenças como a depressão pós-parto e relacionou a ocorrência das doenças psicológicas com as experiências vividas na infância.
O estudo mostrou que o risco de sofrer uma depressão pós-parto é seis vezes mais elevado nas mulheres que eram agredidas com frequência pela própria mãe durante a infância. Para aquelas que eram agredidas eventualmente, o risco é duas vezes mais elevado, em comparação com as mulheres que não vivenciaram agressões quando criança.
O time de pesquisa investigou 3.814 partos ocorridos em uma clínica de obstetrícia na capital japonesa, entre 2001 e 2009.
Do total de partos, 130 mulheres relataram distúrbios psicológicos após o nascimento do bebê. Entre as mulheres que apresentaram más condições de saúde mental, 14 disseram ter sofrido agressões frequentes da mãe durante a infância e 37 pessoas eram agredidas eventualmente.
Deste número, 79 mulheres afirmaram não ter sofrido nenhum tipo de agressão.
Entre as 3.684 mulheres que não sofreram de doenças psicológicas após o parto, 62 afirmaram ter sofrido agressões frequentes da mãe quando criança; 434 foram vítimas de agressões eventuais e 3.188 nunca foram agredidas.
“As crianças possuem uma relação muito estreita com a mãe. Se são agredidas, sofrem forte pressão psicológica, que afeta o desenvolvimento da saúde psicológica”, afirmou uma fonte do time de pesquisa.
Entretanto, o estudo não mostrou resultados significativos relacionados ao histórico de separações dos pais, memórias do tempo passado em família ou histórico de agressões sofridas apenas pelo pai.
O professor da Universidade Juntendo, Motoki Endo, representante do time, considerou importante a ação rápida do governo para prevenir maus tratos infantis. “É preciso melhorar os guichês de consultas para caso de agressões de crianças, a fim de descobrir rapidamente os casos que ocorrem em famílias formadas apenas pela mãe”, sugeriu.
A pesquisa foi divulgada pela Sociedade Japonesa de Medicina Comportamental (JSBM, em inglês) e os detalhes sobre os resultados saíram em uma reportagem do jornal Manichi, publicada nesta segunda-feira (4).
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