တိုကျို – Uma equipe de pesquisa do Ministério da Saúde do Japão, coordenado pelo professor Tomoaki Ikeda, da Universidade de Mie, divulgou um estudo referente aos óbitos de gestantes e mulheres em trabalho de parto no Japão.
Entre janeiro de 2010 e abril de 2016, foram registrados 298 mortes em todo o arquipélago. Deste número, 13 óbitos (4%) teriam sido provocados em consequência da aplicação da anestesia epidural, técnica utilizada para aliviar as dores do parto.
Uma das mortes teria sido provocada por uma intoxicação anestésica. Os outros casos foram de mulheres que sofreram grandes hemorragias após a anestesia ou embolia, que ocorre quando uma parte do líquido amniótico entra na corrente sanguínea.
No último domingo (16), a equipe de pesquisa passou uma série de recomendações de emergência que devem ser aplicadas nas instituições hospitalares, a fim de montar uma organização médica especializada para lidar com a ocorrência de problemas graves durante o parto nos hospitais japoneses.
De acordo com o professor Ikeda, o uso da anestesia durante o parto tende a crescer nos próximos anos, mas isto não significa que as taxas de óbitos devem aumentar, pois o índice atual é baixo. O foco atual não é impedir métodos como estes, mas garantir a segurança das mulheres e dos bebês.
“Medicamentos para induzir o parto e o uso da ventosa obstétrica, utilizada para retirar o bebê do útero da mãe, também devem se tornar mais frequentes. Precisamos desenvolver tecnologia e estar preparados para lidar com os casos de emergência”, comentou ao jornal Yomiuri.
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