အိုဆာကာ A justiça japonesa decidiu voltar atrás na sentença de morte declarada a um homem de 50 anos, acusado de estuprar, esquartejar e abandonar o corpo de uma menina de seis anos em 2014.
De acordo com os laudos do processo, Yasuhiro Kimino teria convidado a criança para ir a casa dele, dizendo que queria fazer um desenho dela. Após sofrer abuso sexual, a menina foi estrangulada e teve o corpo cortado em pedaços. O crime aconteceu no distrito de Nagata, na cidade de Kobe (Hyogo).
O homem foi acusado ainda de colocar partes do corpo da vítima em sacos plásticos e abandonar em uma área arborizada, de acordo com uma reportagem do jornal Asahi.
De inicio, o tribunal de Kobe decidiu pela pena de morte, mas a defesa de Kimino recorreu dizendo que a pena era muito dura para um assassinato. O caso foi encaminhado a Corte de Osaka e o homem recebeu uma nova sentença de prisão por tempo indeterminado.
Na audiência, a troca de pena foi justificada pela falta de comprovações referentes a um possível planejamento do crime. A investigação e o julgamento do homem concluiu que o assassinato aconteceu de forma impulsiva e que o homem não planejava matar a menina quando levou ela para a casa.
A reportagem informou ainda que, desde 2009, quando iniciou o sistema de júri popular no Japão, nenhum criminoso que tivesse cometido um único assassinato foi condenado a pena máxima. Por este motivo, o caso teve ampla repercussão na mídia do Japão.
A única exceção era para os casos de latrocínio, que correspondem aos homicídios motivados pela intenção de roubo.
Foto: Yasuhiro Kimino, de 50 anos, teve a pena de morte retirada pela Corte de Osaka. Reprodução/TBS




