Tsushima – O Escritório de Normas Trabalhista de Tsushima, em Aichi, e da província de Tottori estão investigando duas empresas que teriam infringido artigos da Lei de Normas Trabalhistas que determinam o tempo máximo de horas extras que os trabalhadores estagiários podem realizar. Uma empresa que produz peças de plásticos, em Aichi, e outra do setor de vestuário, em Tottori, estão sendo acusadas de terem obrigado estagiários estrangeiros a trabalharem um número de horas extras superior ao permitido por lei, publicou o jornal Roudou.
As indústrias envolvidas empregam estagiários chineses, vietnamitas e cambojanos. Segundo denúncias enviadas aos escritórios de normas trabalhistas, essas empresas teriam violado portarias dos Artigos 32 e 36 da Lei de Normas Trabalhistas, que determinam o tempo da jornada de trabalho diária e regem regras sobre horas extras.
Em Aichi, oito trabalhadores vietnamitas teriam sido obrigados a trabalhar por mais de 170 horas mensais, além de terem sofrido deduções salariais irregulares. Já em Tottori, os estrangeiros chegaram a trabalhar cerca de 130 horas extras em abril deste ano, o que é proibido para estagiários.
As denuncias ocorrem no momento em que o Governo Japonês enfrenta problemas com cerca de cinco mil estagiários estrangeiros, que deixaram o local de trabalho por estarem sendo explorados pelos contratantes, e com a empresa Dentsu, cuja funcionária, sobrecarregada de trabalho e cumprindo jornada extra de trabalho fora do permitido por Lei, se suicidou.
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