တိုကျို – As autoridades japonesas ainda não sabem como evitar o ijime (bullying) nas escolas, mas a capacidade dos professores de reconhecer o problema vem aumentando.
O Ministério da Educação (MEXT) divulgou um levantamento realizado em todos os Comitês de Educação do país que mostra que, entre abril de 2015 e março de 2016, o Japão registrou ao menos 224.540 casos de bullying nas escolas.
As informações foram divulgadas em uma reportagem da emissora NHK, exibida nesta sexta-feira (28).
De acordo com o relatório, a maior ocorrência de bullying está nas escolas primárias (shougakkou), que registraram 151.190 casos, um acréscimo de 28.456 em relação ao último levantamento.
Nas escolas ginasiais (chuugakkou), a ocorrência foi de 59.422 casos, 6.451 relatos a mais. Nas instituições de ensino médio (koukou) houve 12.654 casos, 1.250 registros a mais. As escolas especiais (Tokubetsu Shien Gakkou) somaram 1.274 ocorrências, com 311 casos a mais na pesquisa.
No total, os registros tiveram um acréscimo de 36.468 casos. Os dados relacionados às escolas primárias são os mais altos desde 1985, quando o governo iniciou a pesquisa.
A taxa de incidência para cada mil alunos foi mais alta em Quioto, com um índice de 90,6 casos. Em Miyagi, a taxa ficou em 70,8 casos. Os registros mais baixos foram em Saga, no sul do Japão, com uma taxa de 3,5. Em Kagawa, na região de Shikoku, o índice ficou em 4,5.
Como consequência dos maus tratos e humilhações sofridas nas escolas, 24 crianças cometeram suicídio ou tentaram tirar a própria vida. Houve 18 casos de alunos que ficaram feridos por sofrer agressões e 78 casos de estudantes que apresentaram danos psicológicos, como depressão.
Para o professor da Universidade de Waseda, Shinji Endo, o maior número de ocorrências não significa que o problema está aumentando, mas indica que a capacidade de reconhecimento dos professores melhorou.
“Os professores estão registrando episódios que, até o momento, não eram considerados “ijime” para eles. Estão começando a perceber que pequenas coisas podem estar relacionadas com grandes danos sofridos pelas crianças”, disse, em entrevista para a emissora.
Como o registro mostra apenas os casos que foram observados por professores e relatados aos Comitês de Educação, é possível que as estatísticas revelem apenas uma parcela do problema.
ဓာတ်ပုံ- ရိုက်တာသတင်းဌာန




