တိုကျို – O Ministério de Justiça do Japão divulgou nesta sexta-feira (18) que mandou executar dois homens que tinham sido condenados à pena de morte por triplo homicídio e duplo latrocínio.
Sumitoshi Tsuda, 63 anos, matou a facadas três pessoas: o dono do prédio onde morava, o irmão dele e a esposa. O crime, motivado por problemas pessoais, ocorreu em Kawasaki (Kanagawa) em maio de 2009.
Kazuyuki Wakabayashi, 39, foi condenado à morte por invadir uma casa em Hirono (Iwate) e matar por estrangulamento uma mulher e a filha dela. O homem roubou ¥22 mil e abandonou os corpos em uma floresta.
No total, 14 presos já foram executados pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe desde que o Partido Liberal Democrata (PLD) voltou ao poder, em dezembro de 2012.
Como é feita a execução
A pena de morte foi introduzida no Japão na era Meiji (1868-1912) com base no sistema de punição da Inglaterra na época.
No Japão, cidadãos escolhidos para fazer parte do júri popular podem decidir se o réu vai receber a pena máxima ou não. Em outros países com esse tipo de condenação, os cidadãos concluem se o réu é culpado ou não, mas a pena de morte quem decide são os juízes do Tribunal.
Os réus condenados à pena de morte no Japão não ficam nos presídios comuns. Eles são transferidos para uma espécie de casa de detenção (kouchisho). Existem sete em todo o Japão. Os presos ficam em quartos bem estreitos (o chão é de tatami e tem porta e janela ao invés de grades).
Um preso comum normalmente é obrigado a fazer algum tipo de trabalho no presídio durante o cumprimento da pena, além de manter o cabelo raspado. O condenado à morte, porém, não precisa fazer absolutamente nada. Apenas come e dorme e, de vez em quando, toma banho e faz alguma atividade física, sempre vigiado por uma câmera instalada no quarto. Não precisa cortar o cabelo e pode usar o roupa que quiser, com exceção de cintos e cordões, para evitar possíveis suicídios.
Dependendo do caso, um preso pode esperar pela execução de um a 50 anos depois que foi condenado. A ordem, antes de chegar ao ministro da Justiça, passa pela aprovação de mais de 30 funcionários. Quando a casa de detenção recebe o papel, a execução deve ser feita em até cinco dias. O condenado só fica sabendo que vai morrer uma ou duas horas antes da execução.
Mesmo sabendo que, mas cedo ou mais tarde vai morrer, alguns presos perdem o controle de si quando recebem a notícia. Resistem à força dos guardas ou até desmaiam.
Na ante-sala de execução, ficam um capelão e mais de 10 guardas. O diretor da casa de detenção lê a ordem de execução e o capelão faz uma oração na frente do condenado. Nessa hora, o preso pode escrever um testamento, se quiser, ou pedir um cigarro.
Na execução, o condenado fica de olhos vendados, tem os pulsos algemados para trás e é levado para a forca, que fica atrás de uma cortina. Um buraco no chão se abre e o preso morre com a corda no pescoço.
Em uma outra sala separada, ficam três guardas responsáveis em acionar a abertura do chão. Cada um aperta um botão na parede, simultaneamente, mas somente um realmente funciona e ninguém dos três sabe qual é. Isso serve para que os guardas não sofram muitos danos psicológicos pela execução do preso.
As informações sobre a forma de execução foram fornecidas pelo ex-guarda de presídio Toshio Sakamoto, em um programa de tevê.
ဓာတ်ပုံ- မျိုးပွားခြင်း
Sumitoshi Tsuda e Kazuyuki Wakabayashi foram executados nesta sexta-feira




