တိုကျို – A triste realidade de mulheres gestantes e trabalhadoras no Japão está virando estatísticas para o governo pela primeira vez. O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social divulgou nesta quinta-feira os resultados de uma pesquisa que mostrou os índices de assédio moral sofrido por mulheres grávidas e mães com filhos pequenos.
De acordo com os resultados informados pelo jornal Yomiuri, 21,8% das mulheres com contrato efetivo já sofreram assédio moral durante a gestação, enquanto que 48,7% das funcionárias contratadas por empreiteiras possuem a mesma experiência.
Em reunião, o Ministério discutiu os dados e representantes disseram que os meios de prevenção ao assédio moral serão fortalecidos. As leis referentes às oportunidades de emprego entre homens e mulheres e as folgas garantidas às gestantes também serão revisadas.
A pesquisa foi realizada entre setembro e outubro deste ano, em 6.500 companhias espalhadas pelo país. Mulheres entre 25 e 44 anos responderam ao questionário que solicitava detalhes referentes ao assédio moral durante a gestação.
A mesma pesquisa também foi realizada pela internet, com mais cinco mil mulheres na mesma faixa etária.
Matahara
Em japonês, a palavra utilizada para definir o assédio moral sofrido por gestantes vem do inglês: maternity harassment. A palavra é abreviada como “matahara” (マタハラ) e engloba diferentes atitudes que provocam desconforto e estresse nas mulheres grávidas durante o trabalho.
Na maioria dos casos, o matahara ocorre quando os funcionários são incapazes de aceitar as condições da mulher grávida, não perdoando as faltas devido à gestação e para cuidar do bebê recém-nascido.
Em alguns casos, os colegas de trabalho chegam a sugerir que a gestante se demita e dizem claramente que é incômodo o fato dela não fazer hora-extra ou tirar folgas em função da gravidez.
Os casos de matahara vão desde ironias e deboches semelhantes ao “ijime” (bullying) nas escolas até a negação dos direitos da mulher de cuidar da saúde durante a gestação. Como efeito, a mulher pode ficar desorientada, sofrer altos níveis de estresse, ter problemas para dormir e acabar prejudicando a própria saúde e a do bebê.
ဓာတ်ပုံ- ©၂၀၁၅ iStockphoto




