ကျိုတို – Uma pesquisa da Universidade de Quioto mostrou que o cigarro pode afetar muito mais do que a saúde do próprio fumante. Após analisar os dados de 79.920 crianças nascidas entre 2004 e 2010, a pesquisa constatou que, em famílias com pais fumantes, a incidência de cáries em crianças pequenas é duas vezes maior.
O estudo, liderado pelo professor Koji Kawakami, foi o primeiro levantamento do mundo que coletou dados de mais de 70 mil crianças e foi publicado na BMJ, renomada revista médica inglesa, informou a emissora TBS nesta sexta-feira.
O time de pesquisadores investigou a incidência de cáries e de tratamento em crianças de quatro meses a três anos de idade e que estão em condição de fumantes passivos. Os resultados mostram que, nas famílias com fumantes, as chances de desenvolver cáries é 1,46 vezes superior às famílias em que não há usuários do cigarro.
Os dados mostraram ainda que 55,3% das crianças com cáries viviam em um ambiente em que a presença do cigarro é comum. No caso dos pequenos que estão acostumados com o cheiro da fumaça, a possibilidade de contrair cáries aumenta para 2,14 vezes, de acordo com os resultados.
Até o momento, este tipo de estudo só havia sido realizado com animais de pequeno porte, mostrando a influência do cigarro na arcada dentária dos bichos que foram expostos à fumaça. É a primeira vez que um estudo coleta dados de uma grande quantidade de pessoas.
Para Kawakami, os dados mostram que há uma grande necessidade de fortalecer as medidas preventivas do cigarro.
“O fumo não prejudica apenas a saúde do usuário, mas também da família e principalmente de crianças pequenas. O ideal seria que o governo e a população almejasse uma sociedade sem fumantes”, comentou.
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