ကိုဘေး၊ ဂျပန် – O assassinato da jovem Megumi Katayama, 24 anos, no elevador de um condomínio em Kobe (Hyogo), na noite de 20 de agosto, continua a revelar detalhes sobre o comportamento do agressor, Masashi Tanimoto, 35 anos, segundo uma reportagem exibida pela TV Asahi nesta sexta-feira (29).
Preso dois dias depois do crime, em 22 de agosto, ele confessou ter esfaqueado a vítima no peito e em outras partes do corpo, mas disse que não a conhecia. Agora, investigações mostram um perfil preocupante que especialistas classificam como obsessivo e egoísta.
O início da perseguição
Segundo a polícia, Tanimoto começou a agir três dias antes do crime, quando já rondava a área próxima ao hotel onde estava hospedado, seguindo mulheres desconhecidas.
Em depoimento, ele admitiu que na manhã de 18 de agosto viu Katayama pela primeira vez e gostou dela por ser “seu tipo”, passando a esperar sua saída do trabalho e a observá-la diariamente. A jovem era funcionária de uma grande empresa de seguros.
Em 20 de agosto, dia do assassinato, Tanimoto seguiu Katayama por mais de 50 minutos, mantendo cerca de 10 metros de distância. Nesse trajeto, a jovem saiu do trabalho, foi ao correio, pegou o trem da linha Hanshin, fez compras em um supermercado e, em seguida, utilizou o Port Liner até chegar à estação mais próxima de casa, em Kobe.
Ao todo, o suspeito percorreu cerca de 4 km, até atacá-la dentro do elevador do condomínio. O prédio tinha um sistema de travamento automático, mas ele conseguiu entrar logo atrás da vítima, antes da porta se fechar.
Após o ataque, o homem embarcou em um trem-bala na estação de Shin-Kobe, deslocou-se a Tóquio e foi preso em Okutama dois dias depois, com apoio da polícia metropolitana.

Segundo o professor Takayuki Harada, especialista em psicologia criminal da Universidade de Tsukuba, esse é um traço singular: “Ele poderia ter desistido ou mudado de alvo, mas manteve a perseguição até o fim, demonstrando fixação incomum pela vítima.”
Tanimoto mora em Tóquio, mas entre os dias 17 e 21 de agosto tirou licença do trabalho e ficou hospedado em um hotel a poucos metros do escritório da vítima, em Kobe.
A escolha da cidade não parece ter sido ao acaso: Ele viveu em Kobe entre 2011 e 2022, quando trabalhou em uma construtora. Em 2020 e 2022, já havia sido processado na mesma região por perseguição a mulheres.
Para o ex-investigador da polícia de Saitama, Seizo Sasaki, a decisão tem lógica criminosa. “Se tivesse agido perto de casa, poderia ser preso rapidamente. Em Kobe, onde tinha conhecimento da região, acreditava que poderia escapar”, disse.
Perfil de um “stalker em busca de relacionamento”
Para Harada, o comportamento do agressor pode ser classificado como típico de um “stalker em busca de relacionamento”.
Esse tipo de perseguidor age com o objetivo de forçar uma conexão inexistente, impondo à vítima um interesse unilateral. Segundo Harada, casos assim tendem a escalar para violência quando há histórico criminal, passagens por agressões ou abuso de álcool e drogas.
Antecedentes de Masashi Tanimoto
- 2020: invadiu o prédio de uma jovem desconhecida, burlando o sistema de travamento. Foi condenado a pagar multa por violar a Lei de Controle de Stalking.
- 2022: perseguiu outra jovem também desconhecida por cerca de cinco meses, invadindo seu prédio cinco vezes. Em um dos episódios, chegou a estrangulá-la, sendo condenado por lesão corporal e stalking, com pena suspensa.
- 2025 (caso atual): novamente burlou o travamento de um condomínio e, dentro do elevador, esfaqueou e matou Megumi Katayama.
“Tanimoto demonstra incapacidade de compreender limites nas relações humanas, falta de empatia e uma visão distorcida de que, se insistisse em demonstrar afeto, a vítima acabaria correspondendo”, disse Harada.
De acordo com o professor, o comportamento de stalking geralmente está ligado a fortes impulsos internos, que tornam difícil para o próprio agressor controlar suas ações apenas pela força de vontade.
Por isso, afirma o especialista, não basta aplicar penas criminais.
“Para prevenir a reincidência, é necessário tornar obrigatório um tratamento capaz de controlar e reprimir adequadamente esses impulsos, em paralelo às sanções legais”, ressaltou.




