တိုကျို – O número de consumidores que procuraram ajuda para lidar com problemas relacionados a redes sociais no Japão atingiu um recorde em 2024. Segundo um relatório anual do governo divulgado na última sexta-feira (14), foram registrados 86.396 casos de consultoria envolvendo mídias sociais, o maior número já contabilizado.
Embora o total de atendimentos a consumidores tenha se mantido estável, em torno de 900 mil consultas no ano, os casos ligados a redes sociais aumentaram 6,6% em relação a 2023 e cresceram mais de 3 vezes nos últimos cinco anos, de acordo com dados do Centro Nacional de Assuntos do Consumidor.
Faixa etária acima dos 50 lidera os atendimentos
O aumento foi puxado, principalmente, pelo maior número de pessoas com 50 anos ou mais buscando orientação. Um total de 19.077 casos de pessoas entre 50 e 59 anos (maior volume entre todas as faixas etárias) e 16.244 casos envolvendo consumidores na faixa dos 60 anos
Esses grupos têm procurado ajuda especialmente para resolver problemas com assinaturas de produtos de saúde e cosméticos, muitas vezes contratadas sem clareza ou por impulso.
Problemas com “baitos” pelas redes sociais afetam os mais jovens
O relatório apontou que os consumidores com menos de 50 anos, são mais comuns as reclamações relacionadas a trabalhos paralelos (bicos) divulgados nas redes sociais. Um dos casos citados envolveu um usuário que acabou pagando uma multa de ¥630.000 ienes após se inscrever em uma suposta oportunidade de renda extra anunciada online.
Aumento nas queixas envolvendo idosos e demência
Outro ponto de atenção no relatório foi o crescimento de consultas sobre idosos em situação de vulnerabilidade, especialmente os que apresentam demência. Em 2024, foram 9.618 casos , considerado o maior número em uma década. Muitas das reclamações envolvem contratos feitos por meio de vendas porta a porta, sem o devido entendimento por parte do idoso.
Segundo o levantamento, em 76% desses casos foram familiares ou parentes que procuraram ajuda, indicando que muitos idosos não percebem que estão sendo enganados.
Alerta à população
O relatório governamental conclui reforçando a importância de que familiares, cuidadores e pessoas próximas fiquem atentos a essas situações. A vigilância e a orientação são fundamentais para evitar golpes, compras indevidas ou prejuízos causados por ações impulsivas nas redes sociais — especialmente entre o público mais velho.




