Tóquio, Japão – O avanço acelerado dos casos de sarampo no Japão acendeu um alerta nas autoridades de saúde e já coloca em discussão uma possível campanha nacional de vacinação. Apenas nos primeiros meses do ano, o país registrou mais ocorrências da doença do que em todo o ano passado, conforme informou o The Japan Times.
Entre 1º de janeiro e 12 de abril, foram contabilizados 299 casos, segundo dados apresentados pelo ministro da Saúde, Kenichiro Ueno, durante coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (24).
Diante do cenário, o governo avalia medidas emergenciais e deve convocar uma reunião para solicitar que administrações locais considerem programas de vacinação.
O crescimento dos casos não ocorre de forma isolada. Infecções em grupo já foram identificadas em escolas e outros ambientes, indicando maior risco de disseminação.
Vacinação ainda é a melhor forma de prevenção
Segundo Ueno, o aumento está ligado principalmente a casos importados e à queda nas taxas de vacinação, tanto dentro quanto fora do país.
O ministro também reforçou orientações diretas à população. Pessoas com suspeita de sarampo devem evitar sair de casa, seguir as recomendações médicas e não utilizar transporte público.
Ainda assim, a vacinação continua sendo o principal instrumento de prevenção. O governo japonês oferece gratuitamente duas doses da vacina infantil, a primeira ao completar 1 ano de idade e a segunda antes do ingresso no ensino fundamental. Por isso, a recomendação é seguir o esquema integralmente.
Sintomas e riscos da doença
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, caracterizada por sintomas como febre e erupções cutâneas. Em situações mais graves, pode evoluir para complicações sérias, como pneumonia ou inflamação cerebral, com risco de morte.
Histórico de sarampo no Japão
O país já enfrentou cenários mais críticos no passado. Em 2008, foram registrados mais de 10 mil casos, principalmente entre adolescentes e jovens adultos.
Após a ampliação da cobertura vacinal, os números caíram significativamente, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar, em 2015, que o Japão havia eliminado a doença.
Ainda assim, o vírus voltou a circular em 2019, quando o país registrou mais de 700 casos em meio a uma disseminação global. Durante o período mais restritivo da pandemia de COVID-19, entre 2020 e 2022, os registros despencaram para níveis mínimos, possivelmente devido à limitação de viagens internacionais.
Com o relaxamento dessas medidas a partir de 2023, os casos voltaram a crescer. Agora a tendência se intensifica e preocupa autoridades, reacendendo o debate sobre novas estratégias de contenção.





A vacinação,no Japão deveria ser obrigatória,para todos estudantes,há muitas décadas atrás!
Relaxaram na vacinação,agora o governo está desesperado para meter veneno em todo mundo!
Espero que não aconteça como na época da COVID que,muitas clínicas,só aceitavam atender clientes vacinados daquela porcaria de vacina!