Tóquio, Japão – A empresa Radical Storage, plataforma de guarda-volumes que opera na Europa, divulgou um relatório que analisa a percepção de limpeza em destinos urbanos ao redor do mundo — e o Japão aparece nas duas pontas do ranking. Fukuoka foi classificada como a 10ª cidade mais limpa do planeta, enquanto Osaka entrou na lista das 20 mais sujas.
De acordo com o estudo, chamado The World’s Cleanest and Dirtiest Cities, foram examinadas mais de 70 mil avaliações publicadas no Google entre outubro de 2024 e novembro de 2025. A análise se concentrou nas dez principais atrações turísticas de cada uma das 100 cidades presentes no índice Top 100 City Destinations da Euromonitor. Os pesquisadores procuraram menções a termos como “clean” e “dirty” para medir como os visitantes avaliam a limpeza desses destinos.
Fukuoka entre as mais elogiadas
No ranking das cidades mais limpas, Fukuoka (foto abaixo) aparece na décima posição, com 108 avaliações mencionando limpeza — 96,3% delas positivas. A cidade divide espaço com destinos reconhecidos pela organização urbana, como Singapura e Zurique. Além disso, várias capitais do Oriente Médio, que também se destacaram pelo alto índice de aprovação.

O topo do ranking ficou com Cracóvia, na Polônia, onde 98,5% das avaliações relacionadas à limpeza foram positivas.
Osaka entre as mais criticadas
Na ponta oposta, Osaka aparece como a 20ª cidade mais suja do mundo dentre as avaliadas. Das 755 menções sobre limpeza, 15,6% foram negativas. Isso coloca a cidade atrás de metrópoles como Nova York, Londres e San Francisco, mas ainda dentro do grupo das que mais recebem críticas nesse aspecto.
Budapeste ocupa a liderança entre as cidades consideradas mais sujas, com 37,9% de avaliações negativas. Segundo o relatório, o aumento do turismo no último ano pode ter contribuído para a percepção de falta de limpeza, já que o sistema de gestão de resíduos parece não acompanhar o volume de visitantes.
Roma, Las Vegas, Paris, Milão e Barcelona também figuram entre as que mais receberam comentários negativos sobre sujeira, muitas vezes associados à pressão turística e à manutenção de áreas históricas.
De acordo com a Radical Storage, existe uma tendência clara: muitas das cidades mais visitadas são justamente as mais criticadas pela falta de limpeza. Isso inclui capitais e polos turísticos históricos, onde o grande movimento diário pressiona a infraestrutura.
Como o estudo foi feito
- Foram selecionadas 100 cidades do Top 100 City Destinations Index da Euromonitor.
- Para cada cidade, foram analisadas as dez atrações turísticas mais importantes, desde que tivessem avaliações disponíveis no Google.
- A pesquisa considerou apenas avaliações em inglês que mencionavam “clean” ou “dirty”.
- No entanto, termos ambíguos, como “not clean” e “not dirty”, foram revisados manualmente.
- Cidades com menos de 100 avaliações relacionadas à limpeza foram excluídas.
- Ao todo, o levantamento reuniu 71.692 menções a “clean” e 10.165 menções a “dirty”.




