Tóquio, Japão – Uma pesquisa no Japão, realizada em conjunto pela Taisho Pharmaceutical, Universidade de Hirosaki e Universidade de Quioto, identificou cinco tipos de pessoas mais propensas a contrair influenza. A análise, divulgada na quinta-feira (20), se baseou em dados de saúde de cerca de 1.000 adultos com 20 anos ou mais.
Segundo os pesquisadores, o objetivo foi mapear características que aumentam o risco de infecção e, a partir disso, orientar medidas de prevenção mais eficazes. A investigação revelou cinco perfis predominantes entre aqueles que adoecem com maior frequência.
Cinco tipos mais suscetíveis à influenza
1 – Pessoas com glicose elevada
Apresentam níveis altos de marcadores relacionados ao açúcar no sangue. A glicemia elevada por longos períodos compromete o funcionamento das células imunológicas, reduzindo a resistência a vírus.
2 – Histórico de pneumonia
Quem já teve pneumonia tende a possuir menor capacidade de combate a infecções, tornando-se mais vulnerável a doenças respiratórias como a gripe.
3 – Rotina intensa e falta de sono
Vida atribulada e poucas horas de descanso estão ligadas ao aumento de infecções. Estudos anteriores mostram que dormir pouco também eleva o risco de contrair resfriados.
4 – Má nutrição
Dietas desequilibradas, com pouca ingestão de vegetais, prejudicam a imunidade.
5 – Alergias
Pessoas com rinite alérgica ou níveis elevados em testes de alergia (como pólen e ervas daninhas) tendem a ter inflamações crônicas e obstrução nasal, o que enfraquece a barreira natural das vias respiratórias.
Os pesquisadores apontam que indivíduos que se encaixam em mais de uma dessas categorias têm um risco 3,6 vezes maior de desenvolver influenza.
Estudo recomenda medidas específicas para cada perfil
Com base nos resultados, a Taisho Pharmaceutical divulgou orientações que ajudam a reduzir o risco conforme cada tipo identificado.
- Para quem tem glicose elevada:
Prefira carboidratos com mais fibras, como arroz integral e grãos mistos. Faça refeições na ordem vegetais → proteínas → carboidratos, reduza açúcar e bebidas doces e incorpore caminhadas de 15 a 30 minutos ao dia. Em casos diagnosticados, siga orientação médica. - Para quem já teve pneumonia:
Mantenha a umidade do ambiente entre 40% e 60%, pratique boa higiene das mãos e priorize a respiração nasal. Consuma alimentos ricos em betacaroteno (cenoura, couve etc) e vitaminas A e C, e hidrate-se com frequência. - Para quem vive sob estresse e dorme pouco:
Estabeleça rotina de sono sem mexer em celulares e outros dispositivos com tela uma hora antes de dormir, mantenha o quarto confortável e considere cochilos curtos durante o dia. Inclua alimentos com taurina (frutos do mar, laticínios etc) e glicina (carnes, peixes, soja etc), que auxiliam na recuperação. - Para quem tem alimentação insuficiente:
Garanta refeições balanceadas com proteínas de qualidade e variedade de vegetais. Priorize alimentos ricos em antioxidantes (frutas vermelhas, espinafre etc) e não pule o café da manhã. - Para quem tem alergias:
Consuma peixes ricos em EPA e DHA algumas vezes por semana e aumente a ingestão de antioxidantes. Evite excesso de alimentos processados e mantenha cuidados com obstrução nasal, como inalação ou banho morno.




