Paris, França – O Brasil faturou 11 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Paris apenas na segunda-feira. Foram 4 ouros, 4 pratas e 3 bronzes. Além disso, o goalball masculino venceu o Egito e avançou às semifinais. No tênis de mesa, Bruna Alexandre garantiu medalha ao se classificar para as semifinais. O vôlei sentado feminino venceu a Eslovênia por 3 sets a 0. No futebol de cegos, a vitória sobre a França por 3 a 0 aproximou o time da vaga na semifinal, publicou o Comitê Paralímpico Brasileiro.
Foi o dia com mais pódios em Paris. Foram 3 medalhas no dia 29, 10 medalhas no dia 30, outras 10 medalhas no dia 31, 4 no dia 1º e mais 11 neste dia 2. No total, são 38 pódios (12 ouros, 8 pratas e 18 bronzes).
O Brasil segue na quarta posição na tabela, com 12 ouros, 8 pratas e 18 bronzes, num total de 38 medalhas. Fica atrás da China, Grã-Bretanha e Estados Unidos, nessa ordem.
Atletismo
Beth Gomes conquistou o bicampeonato paralímpico no lançamento de disco. Em Tóquio, ela foi campeã na classe F52. Agora, na F53 (ambas para atletas que competem sentados). Ela venceu a prova com a marca de 17,37m, estabelecendo o novo recorde da competição — que era de 15,48m. Esta é a segunda medalha de Beth nos Jogos de Paris 2024.
Também na segunda-feira, porém nas provas realizadas pela manhã, a atleta conquistou a medalha de prata no arremesso de peso ao atingir a distância de 7,82m, recorde mundial na classe F53.
O atleta Claudiney Batista conquistou seu tricampeonato paralímpico no lançamento de disco da classe F56 (para aqueles que competem sentados). Ele venceu a prova com a marca de 46,86m, novo recorde paralímpico.
Aser Ramos conquistou a prata, com 5,76m no salto em distância da classe T36 (paralisados cerebrais). O ouro ficou com Evgenii Torsunov (Atletas Paralímpicos Neutros), com 5,83m, e o bronze foi para o ucraniano Oleksandr Lytvynenko (5,76m).
Vinícius Rodrigues faturou a medalha de bronze na final dos 100m T63 (amputados de membros inferiores com prótese) ao completar a prova em 12s10, apenas quatro centésimos do medalhista de ouro, o norte-americano Ezra Frech. Foi o melhor tempo do ano do brasileiro.
Lorena Spoladore e acreana Jerusa Geber avançaram à final dos 100m T11 (deficiência visual). Jerusa fez 11s80, novo recorde mundial e avançou em primeira, enquanto Lorena fez a sua nova melhor marca do ano, com 12s07, e se classificou com terceiro tempo geral.
Natação
O nadador Gabriel Araújo, 22, o Gabrielzinho, venceu a prova dos 200m livre, da classe S2 (limitações físico-motoras), na segunda-feira, e alcançou a sua terceira medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos de Paris. Ele terminou a prova com o tempo de 3min58s92. O brasileiro marcou o recorde das Américas.
Gabrielzinho já havia vencido as provas dos 100m e dos 50m costas, também da classe S2. Além disso, ele quebrou o próprio recorde mundial na prova dos 150m medley (S1, S2 e S3).
A nadadora Carol Santiago se tornou a mulher brasileira com mais ouros na história dos Jogos Paralímpicos. Ela faturou a prova dos 50m livre S12/S13, destinada a atletas com deficiência visual, com o tempo de 26s75 e chegou à sua 2ª medalha dourada em Paris, a quinta no geral – uma a mais que Ádria Santos, que tem quatro.
As irmãs paranaenses Debora Carneiro e Beatriz Carneiro subiram ao pódio com prata e bronze, respectivamente, nos 100m peito classe SB14 (deficiência intelectual). Até aqui, o Brasil tem 14 medalhas na natação em Paris. São 5 de ouro, 3 de prata e 6 de bronze.
Badminton
O paranaense Vitor Tavares conquistou a inédita medalha de bronze no badminton ao derrotar por 2 a 1 Man Kai Chu, de Hong Kong, com parciais de 23/21, 16/21 e na classe simples SH6 (classes funcionais de baixa estatura).
Vitor passou da fase de grupos e ganhou do americano Miles Krajewski por 2 a 0 (21/15 e 21/15) nas quartas de final. Na semifinal, ele foi derrotado pelo francês Charles Noakes por 2 a 0 (21/18 e 22/20), mas ganhou o bronze inédito.
Foto: Alexandre Schneider/CPB @aleschneider
Beth Gomes venceu a prova de lançamento de disco, estabelecendo o novo recorde da competição
Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morre aos 68 anos em São Paulo
São Paulo - O esporte mundial perdeu um de seus maiores ídolos na sexta-feira (17). Oscar Schmidt, ícone absoluto do...
Read moreDetails




