Tóquio, Japão – A antiga mina de ouro de Sado, localizada na província de Niigata, foi oficialmente registrada como Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco em uma reunião realizada em Nova Délhi, na Índia, neste sábado (27), informou a emissora NHK.
Este registro eleva para 26 o número total de patrimônios mundiais do Japão, combinando heranças culturais e naturais.
No entanto, a Coreia do Sul se opôs à decisão, alegando que trabalhadores da península coreana foram forçados a trabalhar no local. Em resposta, o governo japonês decidiu exibir a história desses trabalhadores no Museu de História Local de Aikawa, em Sado.

A exibição incluirá painéis e documentos que explicam a origem e as condições de vida desses trabalhadores, bem como as duras condições durante a guerra.
O caminho para o registro da mina como Patrimônio Mundial foi longo, com a província de Niigata e a ilha de Sado pressionando o governo japonês a fazer a recomendação à Unesco.
Em 2021, o Conselho de Assuntos Culturais do Japão selecionou a mina como candidata, apesar da oposição da Coreia do Sul.
Após ajustes e revisões nos documentos de recomendação, a mina foi finalmente registrada. Exposições permanentes sobre a história dos trabalhadores coreanos começarão no domingo (28) no Museu de História Local de Aikawa.

A Mina de Ouro de Sado (Sadogashima no Ginzan/佐渡島の金山) produziu metais preciosos utilizando métodos tradicionais, sem o uso de máquinas, do século 16 ao 19.
No início do século 17, chegou a representar 10% da produção mundial de ouro.
Ruínas de barragens, canais de água e áreas escavadas ainda existem e estão incluídos no patrimônio. O local é um ponto turístico e pode ser visitado. Veja a localização no mapa abaixo.
Fotos: PhotoAC e iStockphoto

